5/18/2007

a DOR aperta .. é tanta..

percebo porque é que o stress é físico, porque preciso de parar e não me deixam

porque me estão a irritar e eu a querer responder mas não posso...

porque estou na base

e a DOR continua... porque é que não percebem que eu não aguento esta dor??!!.... É tão forte...

Não consigo, por hoje chega. Ou devia chegar, mas não posso porque me esperam e porque há obrigações. E há rotina e há trabalho porque há que receber

Mas dói tanto... a cabeça a pedir para parar. Fazem perguntas. parem.
agora está a apertar a cabeça e a dor quase que descansa porque só há aperto.

Queria IR embora. não posso. porque é que haveria de ir. A base não presta. Estar na base é uma porcaria para quem sofre de enxaquecas.

Agora já posso ir embora. Tenho outro horário para cumprir mas já passou a hora. O atraso é cada vez maior. Tenho que recompensar.

A música da Rita Lee, onde fui eu buscar isto? A tocar na minha cabeça... e não posso pôr mais baixo, está a piorar a dor...como era? "Nós os malucos..." qualquer coisa assim

Tenho que correr...onde está a chave do carro??? Meu deus onde está a chave??

Ah, está aqui...correr para o carro. Esqueci-me do casaco. Volto atrás. Ah já sei! "Vamos lutar.. hhmm.. Nós, os malucos, vamos lutarPra nesse estado continuarNunca sensatos nem condizentes" É assim e há a parte em que ela grita. Gritar seria bom.. ah gritar

e correr... "Quando a solução se encontra, um maluco é do contra"..

porque é que me lembrei desta música agora?

E a dor.. parem de falar... dói mais.. não passa... dói ainda mais.

E a música da rita lee.. "Mas todo mundo que é genialNunca é descrito como normal"

Dia 19 de Maio

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra vai abrir as suas portas até à meia-noite...

A partir das 18 horas a entrada será gratuita e haverá, à noite observações astronómicas no espaço exterior do museu. Esperemos que o tempo o permita.

Venham ver o museu à noite e participar nas nossas actividades.

Vejam o programa em:

www.museudaciencia.pt

5/16/2007

America...

Vejam esta notícia...

Bebé de dez meses obtém licença de porte de arma nos Estados Unidos

De facto há um problema mental no país. Ou então eles deverão estar certos e é muito mais perigoso aparecer um seio da Janet Jackson na televisão (as consequências poderiam ser terríveis e levar, inclusivé, alguns americanos a tentarem a destruição do mundo) do que a liberdade com que se adquirem e usam armas.

5/15/2007

Vingança


Ora aí está a vingança que sobra...


Seguros

Liguei para a Allianz para saber o que fazer e lá fui atendida por uma voz quase simpática... até que eu fiz uma pergunta: "tenho que entregar a declaração no sítio onde fiz o seguro?"... resposta irónica do outro lado: "onde fez o seguro é concerteza um mediador, não acha?". Quase tive que pedir desculpa por não saber nada de seguros. É que não estou habituada a bater, sabe...

E lá fui eu à Allianz a Leiria entregar a minha declaração amigável (de culpada) na minha seguradora. Dirigi-me ao balcão de entrada (lado direito) e informaram-me que deveria ir ter com o senhor da secretária que estava no lado esquerdo. Eu e o meu pai aproximámo-nos, dissemos "Bom dia" e não obtivémos qualquer resposta do ser de camisola verde da Rully's, alto e magro, que estava sentado... esperámos uns instantes até que ele, com o ar mais enfadonho do mundo disse: "SIIIMMMM?????" (sabem aquele sim de funcionário público que não está ali para ser incomodado...), o meu pai explicou a situação perante o ar enfadado do senhor que, entretanto lhe arrancou, literalmente, a declaração das mãos e se foi embora. Para trás ficou a boa educação, a simpatia para com os clientes e nós, plantados, em pé (claro que apesar de haver cadeiras só devemos ter direito a elas se formos fazer um seguro, dar-lhes dinheiro e não reclamar os nossos direitos...). Esperámos e o Mr. Simpatia lá voltou e entregou uma cópia da declaração, disse para ligarmos para o call center e virou-nos as costas. Ora aí está um especialista em relações públicas. Depois aconteceu o inevitável... eu fiz perguntas.... foi o caos. O senhor olhou com aquele ar de "como ousa, seu verme reles, falar para mim e pedir-me para me esforçar e responder as suas perguntas inúteis?".... e pronto, às perguntas que se seguiram ele deu uma de duas respostas: "ligue para este número" ou "não leu o seu contrato?"... Basicamente recusou-se a esclarecer-me e eu a julgar que estavamos na nossa seguradora e a julgar que seria o melhor sítio para ser esclarecida. Provavelmente estava na pastelaria e nem me apercebi... Lá vim embora porque o meu pai, pessoa calma e sensata me puxou, desejando um bom dia e bom trabalho ao senhor. Claro que o senhor não lhe respondeu... É assim o atendimento na Allianz de Leiria...


E estava eu a praguejar contra as seguradoras quando o meu colega do lado diz: "Aqui há uns tempos tive um acidente e quando fui a seguradora eles foram tão antipáticos que tive que pedir à pessoa para não falar comigo naquele tom... não sei se conhecem.. foi na Allianz..."

Cada vez mais acho que as seguradoras são filiais do Inferno na Terra.... com pequenos satanazezinhos antipáticos de camisola verde aos balcões....

5/10/2007

acidentes

Um segundo a olhar para o lado contrário para entrar na estrada. Um segundo em que se pensa que se o carro da frente arrancou concerteza vai continuar a andar. E depois não continua ou está a andar mais devagar do que eu pensava, eu que não tinha que pensar nada, tinha era que parar... e pronto... lá vai pára-choques, tampa do capô, óptica, etc... E a declaração de culpada. E o meu carro magoado. Antes ele do que eu ou as pessoas do carro da frente. Nem senti a pancada. É a vantagem destes carros... dizem q estão preparados para se deformarem mais para absorverem a energia do impacto e assim evitar que esta chegue aos ocupantes... Não sei, não percebo nada disso. E para quem está habituada a lidar com pessoas arrogantes, irritantes e mais uma série de coisas que nem vale a pena dizer foi um alívio ver a simpatia e calma do condutor da frente. Ainda há pessoas impecáveis... Agora os seguros...

5/05/2007

Hipermercados abertos ao Domingo



Porque é que precisamos de hipermercados abertos ao Domingo e feriados? Para passar o Domingo à tarde e feriados a fazer compras em vez de passear por aí, conhecer o país, fazer desporto ou simplesmente estar com a família? Não me parece que se deixe de comprar o que quer que seja só porque os hipermercados estão fechados aos Domingos à tarde e feriados. Mas o que mais me irrita nesta campanha (e não é pouco...) é o facto de, mais uma vez, quererem obrigar os trabalhadores a trabalhar ao Domingo. E não digam que só trabalha quem quer e quem não quer é porque não quer trabalhar, porque todos sabemos que maioria desses trabalhadores precisam desses empregos, já de si precários. (E sem qualquer compensação extra por isso, nem os feriados são pagos a dobrar...) O Domingo é, por tradição, seja ela de origem católica ou não, o dia do descanso. Não é este o dia para estar com a família? Ou para aproveitar de outra forma? Sempre achei que o capitalismo, no seu extremo, na sua pior forma acabaria por criar uma espécie de escravatura moderna e disfarçada e é a isso que estamos a assistir em favor do lucro de alguns. Querem os hipermercados abertos para que o povinho possa ter onde passear com a família barulhenta? (O que eu acho de uma pobreza de espírito inexplicável...) Não lhes bastam os shoppings com as lojas todas abertas? Ou os retail park sempre a abarrotar de pessoas a comprar bugigangas? Devem querer variar a paisagem.

Já bastam os empregos por turnos como os seguranças ou o pessoal dos hospitais... ou algumas fábricas. Veja-se o caso da Roca, fábrica espanhola com filial em Portugal e que emprega milhares de trabalhadores da zona de Leiria. Desde o ano passado passou a ter produção contínua em todos os sectores pelo que agora a parte dos trabalhadores que tinha os fins de semana livres deixou de ter. Além disso trabalham 6 dias seguidos e descansam dois, em folgas rotativas, sem terem fins de semana ou feriados. No caso dos muitos casais que trabalham na Roca os fins de semana nunca coincidem e dificilmente estão com os filhos ao fim de semana. Estes ou ficam sozinhos, ou ficam apenas com um dos pais. Há um medo, de alguma forma incutido, de que aconteça o que tem acontecido nas outras fábricas e de que se não se produzir cada vez mais esta seja deslocalizada.

Além destes temos ainda situações de pessoas que trabalhando para o Estado e tendo que trabalhar ao Domingo estão a recibos verdes, para não que não lhes seja paga a compensaçaõ devida por isso... Têm de facto um emprego, sim... recebem por ele, estão à mercê do chefe no que diz respeito a domingosm, feriados, horas extra... não têm férias, não têm subsídios e uma boa parte do seu ordenado vai para o Estado... para o qual trabalham. Que privilegiados que eles são...

Exiga a libertação dos trabalhadores ao Domingo. Liberte-os

5/04/2007

Letras....

A propósito do Iraque:


"...There's no such thing as a winnable warIt's a lie that we don't believe anymore..."

4/28/2007

Licenciatura de Sócrates...

Se no início desta discussão a ignorei completamente por me parecer irrelevante, cada vez mais me parece que alguém que tenha que provar que tirou uma licenciatura e que tenha tanta controvérsia à volta dos documentos dúbios que atestam essa licenciatura.. com certeza obteve-a de forma, no mínimo, obscura. Acho eu...

4/26/2007

Desabafo...

Quanto mais tempo trabalho no call center da Pt comunicações mais compreendo os fundamentos do comunismo.

4/22/2007

Eleições em França

Hoje, dia das eleições em França, estive finalmente a ver com atenção os programas dos dois principais candidatos.Parece-me inevitável a vitória de Sarkozy, apesar das promessas da sua rival serem bem mais apelativas. Mas porque é que não convencem (se eu não estiver enganada)?



Acho que uma das consequências do descontentamento é um eleitorado pessimista que vê além das promessas dos seus políticos, vê os efeitos, teme os efeitos e desconfia...Os eleitores tendem a favorecer o realismo dos programas. O candidato que diz: não vai ser fácil e vocês sabem disso, mas o resultado valerá a pena. Nem sempre isto é bom. É assim que nascem as ditaduras. Quando um país está disposto a aceitar promessas realistas e pessimistas dos seus políticos abre um caminho em que os políticos deixam de ter que fazer promessas, em que sabem que estão legitimados na apresentação de dificuldades ao seu povo, logo, um caminho em que deixam de ter que responder perante ele. Tornam-se ditadores. (Salazar salvou-nos da guerra mas não da fome.)



Mas hoje, em França não se pensa em ditaduras porque de facto não é isso que está em causa. Está em causa o fim da França dos privilégios, o fim da terra dos sonhos dos imigrantes e a consciência de que os franceses não se sentem seguros em França, de todos os pontos de vista. A bomba-relógio alimentada por milhares de excluídos está na iminência de rebentar numa guerrilha de bairro que depressa deixaria de o ser, guerrilha e de bairro.



Perante este cenário temos um Sarkozy que, claramente sabe, e sabe que os franceses sabem, que acabaram os privilégios e as facilidades, que a balança pendeu de mais e é necessário sacrifício. E sabe que nenhum comum eleitor fica indiferente à questão da segurança...A mão de ferro de Sarkozy pode esmagar, mas desde que segure os franceses na palma, será sempre bem vinda.



Sélogène Royal, por outro lado, fazendo jus à sua ideologia socialista, tenta fazer acreditar que o fim do bem-estar social se combate... com mais bem-estar social. Que acredita no aumento do salário mínimo nacional (apesar da perda de poder de compra , a França continua a ser dos países europeus com mais poder de compra), no aumento das pensões mais baixas, na diminuição dos impostos, na atribuição de subsídios de 300 euros mensais a estudantes necessitados, no serviço cívico voluntário como penalização, que acredita nos jurados do povo para avaliar o desempenho dos seus governantes....e que acredita que consegue tudo isto.





Sélogène Royal é a candidata que ao governar uma casa, como planeia governar a França diria aos seus filhos: "Sim, estamos mal de finanças, sim, vocês sentem-se inseguros, sim, a porta é constantemente arrombada por intrusos... Por isso, vamos aumentar a mesada de cada um, vamos diminuir a contribuição que dão para casa, vamos diminuir as vossas tarefas domésticas. Se se portarem mal vamos dar-vos ainda mais carinho e, podem ficar de castigo, fazendo as tarefas mais leves, mas só se quiserem. A porta ficará aberta, podem trazer quem quiserem para cá... se vos magoar será educado, ensinado e pode lavar a loiça como penalização, mas só se quiser... Será tratado como um filho e também terá uma mesada. No final de cada mês faremos uma reunião para voçês me dizerem se me tenho portado bem...."

4/21/2007

Campanha Novas Oportunidades

Não tendo particular simpatia pelo Bloco de Esquerda tenho que reconhecer a genialidade da ideia da contra campanha ao Programa Novas Oportunidades. Não sei bem em que altura é que o país passou de uma sobrevalorização de todos quantos tivessem um curso superior para a sua subvalorização. Bom, aqui fica o cartaz...

3/31/2007

Sabia que...

A ópera La traviata, de Verdi é inspirada no romance "A Dama das Camélias" de Alexandre Dumas Filho...

Alexandre Dumas Filho é filho (obviamente) de Alexandre Dumas Pai, autor de "O Conde de Monte Cristo"...

3/17/2007

Citações

"As pessoas menos interessantes para entrevistar para um jornal da tarde são aquelas que se pensaria terem mais probabilidades de ser interessantes, como os grandes industriais, os fabricantes de automóveis, os financeiros de Wall Street, os czares do petróleo e do aço, pessoas do género. (...) sentimos que seria preferível fazer batota, mentir, roubar, assaltar lojas ou ficar esticado morto de bêbado numa valeta do que acabar como um desses industriais com uma cara que mais parece uma tijela de papas frias. A seguir na lista vêm as senhoras da alta roda. Para mim pertencem à mesma categoria da figueira-do-inferno e do apêndice; não consigo vislumbrar a razão da sua existência."

do livro "Sou todo ouvidos" de Joseph Mitchel

3/09/2007

Lei anti-tabaco


Na edição de 08/03/2007 da revista Visão, Vasco Graça Moura diz, a propósito de "os novos sinais da jihad antitabaco" que "mostram que, em breve, também teremos interdições quanto ao vinho, o queijo, o rosbife, o sal e tudo o mais que o politicamente correcto venha a lembrar-se de decretar. Os fumadores têm de começar a organizar-se e a reagir energicamente proclamando os benefícios do tabaco."

Algumas observações:

- Parece-me bastante exagerado comparar os tímidos avanços da lei anti-tabaco a uma jihad. A grande alteração de não se poder fumar em locais fechados com menos de 100 metros quadrados não vai alterar grande coisa, uma vez que várias pessoas a fumarem durante um dia num local de maior dimensão provoca o mesmo cheiro desagradável e omnipresente a tabaco quando passamos a porta de entrada. Quando falo no cheiro refiro-me também a respirarmos esse fumo. Quanto à proibição de fumar em serviços de administração pública, unidades de saúde e escolas nem vale a pena comentar...

- Parece-me também que este senhor está equivocado na ideia de que a lógica da luta anti-tabaco se pode aplicar ao vinho, ao queijo, ao rosbife e ao sal... Porque, sinceramente, o facto de o senhor estar a comer queijo ou rosbife na mesa ao lado não me faz respirar ar nocivo, não me faz tossir, não me faz ficar com os olhos vermelhos nem me faz ficar com um cheiro estranho. Se ele tem direito a fumar, os outros têm direito a respirar ar limpo. Duvido que o hálito a vinho de alguém que expire à nossa frente faça tão mal como o fumo expirado à nossa frente.

- Se os fumadores se organizarem para proclamar os benefícios do tabaco e, mais, se forem tão longe que consigam convencer os não-fumadores a começar a fumar também devido aos tais benefícios, dou a mão à palmatória...

- Por último, espero que continue a haver fumadores e que comprem bastante tabaco porque de facto, vem daí uma grande receita para o estado. Do preço de mercado 80% vão para os cofres do estado. Sempre é menos dinheiro que vão tentar obter com outros impostos.

Castelo dos Mouros em Sintra

3/08/2007

Pro-actividade

Muito se tem falado na pro-actividade... Em tudo o que é recrutamento se fala na pro-actividade. Quer subir na carreira? Seja pro-activo... Precisamos de pessoas pro-activas...A produtividade depende da sua pro-actividade. Tenha uma personalidade pro-activa (o que é isso??!!) E as grandes empresas adoptam-na como a bandeira do sucesso da empresa... Venda mais, sendo pro-activo, dê lucro à empresa. E no que é que isso se traduz? Em massacre psicológico para o cliente...

Ligo para a Clix para resolver um problema com o serviço dial up e lá está a oferta do serviço todo, "...mas não quer banda larga? Sabe que faz parte de uma zona clix? Quer mesmo continuar a pagar uma assinatura?..." "Bom, o que eu queria mesmo era resolver o problema e poder desligar, se não se importam..."

Ligo para a PT para saber os dados MB para pagar a factura e lá vem o operador... "quer o serviço de débito directo? Cómodo, fácil e seguro? Ai não? Então e um plano de preços, quer? Também não? Quem sabe um dos nossos telefones sem fios?"

Vou ao continente, numa sexta-feira ao final da tarde, com o hipermercado a abarrotar e filas enormes na caixa e o senhor da caixa lá diz a todos os clientes que passam: "Tem o nosso cartão de cliente? Quer aderir ao nosso cartão? Sabe as vantagens de que pode usufruir com o nosso cartão de cliente?" e 7 pessoas furiosas na fila... a ouvir aquilo cada vez que alguém avança... sabendo que quando chegar a nossa vez também irão perguntar. Digo-lhe logo, de forma simpática, que não tenho cartão e não quero cartão.

Estas entre tantas outras situações...

Mas será que os consumidores não são pessoas inteligentes? Será tão difícil acreditar que na era da publicidade os consumidores não estejam informados, nem que seja à força, pelo que têm que nos massacrar com estas sugestões? É assim tão difícil acreditar que um bom serviço é rápido e objectivo, e não um serviço em que nos chateiam com produtos que estamos fartos de ver em spots publicitários, televisivos, radiofónicos, em cartazes, etc, etc...

Tenho uma vaga ideia de este tipo de marketing ter sido ultrapassado nos anos 90, depois de ter sido explorado ao máximo pelo mundo empresarial dos EUA. Nós, consumidores, devíamos ser pro-activos em pedir, desde logo, à pessoa do outro lado, que não seja pro-activa. Talvez as empresas mudem de estratégia.

3/06/2007

Crónicas de Domingo

Passa um carro lá fora, hesita... depois avança. Outro, de seguida, desta vez em sentido contrário, como quase todos os que aqui passam. É mais fácil, não havendo polícia e com pouco trânsito. A chuva continua, desenfreada, a bater numa rua que não consegue acordar. Há muito que está morta. E as lágrimas de chuva furiosas de saudade insistem em bater. Há tanto tempo. Será que não sabe que sempre esteve morta? Um quase visitante entra (quem visita museus ao domingo de manhã?). Vai directo à entrada. "Pode abrir isto para eu ver a exposição?" "Claro, mas é necessário tirar bilhete..." "Ah, então não, obrigada. Porque é que é preciso pagar?" "Para sustentar o funcionamento do museu..." O óbvio fica no ar. É assim este país... O outro ontem chegou e disse que podia entrar de graça... porque era não-sei-quem e amigo de não-sei-quem. E pensamos... quem diz se pode somos nós, e não, não pode...É assim o comportamento deste país. Os ricos com a certeza que não têm que pagar e os pobres com a certeza que têm sempre que pagar. Os pensamentos voam novamente, a injustiça, o desânimo... Como a rua que está morta há tanto tempo e a chuva que não sabe.

3/01/2007

A ver...





Um bom filme. Simples. Sobre as montanhas russas do amor... e o chão firme do amor.

Autarca arguido

Uma das expressões censuradas durante o Estado Novo, na imprensa, era "autarca arguido". É curioso ver que agora, como diz muito bem o Ricardo Araújo Pereira na sua crónica "Boca do Inferno" numa das últimas edições da Visão, "autarca arguido" é quase um pleonasmo. Parece que depois de tanto tempo reprimida, a expressão ganhou vida e resolveu desatar a aparecer a torto e a direito nos jornais para vingar todos aqueles anos em que andou escondida...