Este post do vizinho Circo de Lama, sobre as novelas da TVI está fenomenal. Basicamente resume o que se passa na ficção tviniense sobre novelas:
http://circodalama.blogs.sapo.pt/57939.html
A este resumo eu acrescentaria mais. Em qualquer novela um dos parzinhos é rico e o outro é pobre... e, se for mesmo uma verdadeira novela à tvi, o amor entre os dois vai ser dificultado pelo patriarca ou matriarca, detentora da fortuna.
Também chegará a altura em que a protagonista ou o protagonista será preso injustamente, por alguma coisa que o mau ou má (a tvi prefere más) fez. Apanhei um destes dias duas novelas da tvi em que as duas protagonistas estavam nesta fase. Os maus são invariavelmente maus e os bons invariavelmente bons, ao ponto de enjoo. A Alexandra Lencastre é uma destas. Ou má ou boa.
3/21/2010
3/08/2010
2/16/2010
Ainda sobre o Carnaval
Recuso que o ter que trabalhar aos feriados (como o Carnaval) me estrague a noite anterior. Ou seja, a ideia é sair à mesma... senão sou prejudicada de duas maneiras. Não me divirto no dia porque tenho que trabalhar e não me divirto na noite porque não posso descansar na manhã seguinte, porque tenho que ir trabalhar. Recuso-me a isso, e saio à mesma e deito-me tarde... e depois tenho sono...muito sono...e no dia seguinte às oito da manhã apetece-me bater em mim mesma por ter teorias estúpidas...
Dúvida
Será que os brasileiros que estão a passar férias em Portugal nesta altura, no Carnaval, portanto, querem ir aos cortejos e fazer coisas de Carnaval aqui?
2/14/2010
O Pântano
Não vos parece um bocado mal que no meio disto o sucateiro de Aveiro seja o único que a ir parar à prisão? Tanto fumo e o único que se intoxica é o mexilhão. Já dizia o outro: quando roubares rouba em grande, que nada te acontece. Todo o fogo de artifício que querem fazer em volta do Primeiro Ministro não apaga o essencial: o péssimo carácter que revelou naquelas conversas. É isto que me representa? É esta pessoa que defende os meus interesses?
E aquele ex-accionista da Universidade Independente, muito falado recentemente por ter sido detido com um cheque falso de 25 milhões de euros e que é tão pobre, tão pobre que não paga custas judiciais? Ok, é a lei. A lei baseia-se apenas na declaração de rendimentos e este senhor não tem rendimentos nem tem nada em seu nome, vive da ajuda de amigos e familiares. A lei não vai ver que doou aos filhos menores um apartamento na Lapa avaliado em 1 milhão de euros, onde, aliás, habita. O que de facto me irrita nisto é que o complemento solidário para idosos foi um flop porque exigia que os idosos (com as suas reformas miseráveis de 200 euros) apresentassem uma declaração de rendimentos dos filhos (quando muitas vezes nem se falam) para provar que estes não os podiam ajudar e então, só se os filhos tivessem poucos rendimentos é que podiam receber a esmola. Isto é totalmente incoerente. Então e nestes casos não se vai ver os rendimentos dos filhos MENORES, ainda por cima?
Traga-se outro país, que este já não serve.
E aquele ex-accionista da Universidade Independente, muito falado recentemente por ter sido detido com um cheque falso de 25 milhões de euros e que é tão pobre, tão pobre que não paga custas judiciais? Ok, é a lei. A lei baseia-se apenas na declaração de rendimentos e este senhor não tem rendimentos nem tem nada em seu nome, vive da ajuda de amigos e familiares. A lei não vai ver que doou aos filhos menores um apartamento na Lapa avaliado em 1 milhão de euros, onde, aliás, habita. O que de facto me irrita nisto é que o complemento solidário para idosos foi um flop porque exigia que os idosos (com as suas reformas miseráveis de 200 euros) apresentassem uma declaração de rendimentos dos filhos (quando muitas vezes nem se falam) para provar que estes não os podiam ajudar e então, só se os filhos tivessem poucos rendimentos é que podiam receber a esmola. Isto é totalmente incoerente. Então e nestes casos não se vai ver os rendimentos dos filhos MENORES, ainda por cima?
Traga-se outro país, que este já não serve.
1/31/2010
Baixa de Coimbra
Uma das poucas coisas que gosto em trabalhar ao fim-de-semana é passar na Baixa de Coimbra ao Sábado ou Domingo de manhã. É uma volta que não dispenso, mesmo acabando ser um caminho mais longo... Ao contrário do que acontece durante a semana, ao fim de semana está tudo mais calmo e podemos apreciar os passeios e as pessoas. Gosto principalmente ao Domingo quando parece que toda a gente está noutro sítio a descansar e ali ficaram apenas as pessoas que ninguém quis. Uns quantos velhos a passear, uns quantos sem-abrigo, uns quantos turistas de mochila... Ninguém parece dirigir-se a nenhum sítio em particular, estão simplesmente por lá.
1/27/2010
Gatos...
O meu gato, rafeiro de nascença e habitante das ruas perigosas daqui da aldeia descobriu .........o sofá! E melhor, o sofá virado para a lareira acesa! E pronto...agora é vê-lo todo doido a correr porta adentro, com uma energia que nunca teve, a lançar-se para cima das almofadas para então.... deitar-se e dormir. Ainda bem que há gatos.
1/26/2010
Tudo mal
É incrível como às vezes tudo corre mal. Tudo corre tão mal que a certa altura já deixamos ir, como se nada houvesse mais a perder. Que mês tão longo, este de Janeiro. Eu sabia que não ia ser bom.
1/24/2010
A profissão mais útil
Num breve estudo estatístico (com base numa amostra que consiste em: eu e o meu colega) concluí que o trabalho mais útil a nível de conteúdos aprendidos é: ser talhante! Saber cortar a carne, separar por costeletas, febras, lombo, etc... é complicado. Saber quais as melhores partes para assar, para grelhar ou para cozer é muito útil!
1/23/2010
A Trilogia do Cairo, por Naguib Mahfuz

Já falei aqui desta trilogia quando li o primeiro volume: "Entre Dois Palácios". Agora que já li o segundo "O Palácio do Desejo" e "O Açucareiro" posso afirmar, como de resto, já quase todos os críticos afirmaram, que esta é uma obra genial de Naguib Mahfuz. Ao longo dos três livros é contada a história de uma família do Cairo, desde o início dos anos 20 até final dos anos 30. Ao contar a história desta família, o autor acaba por descrever todo aquele ambiente que se viveu no Egipto durante este período, a presença inglesa, as mudanças políticas, os vários acordos com os ingleses e mesmo a relação com Hitler, inimigo dos seus inimigos. O que acho fantástico nestes livros é que é simplesmente o contar da história de uma família, como todas as famílias, com as coisas boas e más. É uma história simples e magnífica! A forma como ele escreve consegue envolver-nos de tal forma que na verdade nem nos apercebemos desse "ser só isso". Aconselho vivamente, a quem gostar de ler.
1/10/2010
Dubai: Inglesa violada acaba detida por sexo ilegal
O Dubai é um paraíso falso. Como dizia uma brasileira que lá trabalhou "no Dubai tudo é falso, até as palmeiras". Isto seria cómico se não fosse preocupante. Bom, mais turistas sobram para o Algarve...
1/09/2010
Velhos
Gosto de velhos, e não pensem que é uma ofensa chamar velhos, porque não é. Maior parte dos velhos que conheço são pessoas sábias, tolerantes e mais bem educadas do que a maior parte das pessoas com 30 ou 40 anos com quem me cruzo no dia a dia. Claro que há os rezingões, os arrogantes, os que acham que por serem velhos têm direito a pedir para eu me levantar no autocarro para eles se sentarem (eles que são reformados e não fazem nada vs. eu que trabalho muito e estou muito cansada), mas mesmo esses eu gosto de observar. O Miguel Esteves Cardoso tem um texto, em "As minhas aventuras na República Portuguesa" muito elucidativo acerca do que é ser velho. Os velhos podem dizer tudo o que lhes apetece, podem dançar a dança da chuva enquanto tentamos falar com eles, já adquiriram esse direito e com um bocado de sorte são considerados simplesmente doidos. Ele fala de um velho que lhe pôs a língua de fora, e começou a dizer coisas sem sentido, e porquê? Porque pode. Só isso. Maior parte das sociedades e religiões orientais cuida bem dos velhos e dão-lhes muito mais valor. Ser velho é um posto. A nossa sociedade não, limita-se a mimar as crianças além do saudável, enquanto despeja os pais, velhos, num lar. Assisto a cada cena. Um dia destes assisti, com pessoas que conheço de vista, à seguinte situação: entrou no café um casal, de cerca de 30 anos e a filha de 5, acompanhados da avó da menina, com cerca de 55 e a bisavó da menina, já com perto de 90 anos. A menina, coitada, mimada e estúpida que nem uma porta, não queria olhar para a bisavó porque ela era velha e feia. Então os pais pediram à avó da miúda para mandar a velhota ir sentar-se noutra mesa, para não incomodar a menina! A velhota não teve muita hipótese, até porque ou ia ou eles mudavam todos de mesa. Depois da velha se mudar então a menina já pôde comer o seu gelado em paz. Bom o que eu espero é que esta menina e respectivos pais, e avó, quando forem velhos, sejam atirados de um precipício, para não incomodarem os outros, novos, com a visão horrenda que é ver um velho. Isto para dizer que hoje em dia estamos tão concentrados a ganhar dinheiro para encher as nossas crianças de porcarias que na verdade elas não precisam para nada que nos esquecemos deste valor imenso da sociedade: os velhos.
12/17/2009
A morte segundo Alberto Pimenta
artur hipólito morreu com 62 an
os, 20 anos após ter feito 42, mas
na altura quem diria?
heitor fragoso morreu atropelado.
foi levado para o hospital, mas es
queceram-se duma parte do corpo
no local do acidente.
manuel testa morreu sem se ter c
onseguido habituar a este modo
de mal-estar no mundo.
arnaldo rodrigues caiu a um bur
aco da canalização e nunca mais
foi visto.
jeremias cabral pôs termo à exist
ência por motivos desconhecidos.
zeca gomes morreu em defesa da
pátria mas a pensar noutra coisa.
antónio de oliveira morreu igual
a si mesmo: triste sinal dos te
mpos!
bernardo leite pôs-se a pensar na
morte e não conseguiu voltar a
trás.
ivo gouveia tinha uma agência f
unerária e escolheu para si um
caixão representativo.
guilherme silva fechou-se no sót
ão, para morrer num lugar eleva
do.
luís dimas respirava saúde, agora
respira um hálito de eternidade.
antónio garcia, o coveiro, teve u
ma síncope e caiu dentro da cov
a que estava a abrir.
bento nogueira engasgou-se com
um pedaço de carne e desapare
ceu do nosso convívio.
paiva de jesus enforcou-se.
joão baptista viu o cunhado lev
antar-se do caixão e teve uma sí
ncope.
lourenço pinheiro estava a ver a
trovoada e um relâmpago entrou
lhe por um olho e saiu-lhe pelo
outro.
jorge velez de castro finou-se
após uma longa vida de sacrifí
cios, toda dedicada ao bem-comu
m. e foi assim: depois de ter inge
rido o seu sumo de laranja, foi c
onduzido para a cadeira de rep
ouso pelo enfermeiro de confian
ça. nela se conservou, de boca en
treaberta e olhos fechados, até
às onze horas. às onze horas, o e
nfermeiro de confiança aproxim
ou-se com a intenção de o condu
zir ao banho. pondo delicadamen
te a mão nas costas da cadeira,
disse: são horas do banho, senhor
director. como este não desse si
nal de ter ouvido, o enfermeiro
de confiança, com a costumada jo
vialidade, debruçou-se e repetiu:
são horas do banho, senhor direc
tor. posto isto, empurrou a cadei
ra até ao balneário, passou um br
aço pelos rins outro por baixo d
os joelhos do director, e assim o
levou para a água, só então se da
ndo conta de que ele já não vivia.
zé maria, o peidolas, foi expulso
da vida pela autoridade compet
ente.
joão gaspar foi um nobre e val
oroso homem que morreu heroi
camente no campo da honra. p
az à sua alma.
raul santos deitou-se um dia e p
or mais que o sacudissem nunca
mais se levantou.
alfredo penha caiu tão desastrada
mente da cama que nem é possív
el dar pormenores da sua morte.
joaquim perestrelo morreu no me
io da missa, qual quê! ainda a m
issa não ia a metade!
sousa dias morreu de pé, mas en
terraram-no deitado, como toda a
gente.
os, 20 anos após ter feito 42, mas
na altura quem diria?
heitor fragoso morreu atropelado.
foi levado para o hospital, mas es
queceram-se duma parte do corpo
no local do acidente.
manuel testa morreu sem se ter c
onseguido habituar a este modo
de mal-estar no mundo.
arnaldo rodrigues caiu a um bur
aco da canalização e nunca mais
foi visto.
jeremias cabral pôs termo à exist
ência por motivos desconhecidos.
zeca gomes morreu em defesa da
pátria mas a pensar noutra coisa.
antónio de oliveira morreu igual
a si mesmo: triste sinal dos te
mpos!
bernardo leite pôs-se a pensar na
morte e não conseguiu voltar a
trás.
ivo gouveia tinha uma agência f
unerária e escolheu para si um
caixão representativo.
guilherme silva fechou-se no sót
ão, para morrer num lugar eleva
do.
luís dimas respirava saúde, agora
respira um hálito de eternidade.
antónio garcia, o coveiro, teve u
ma síncope e caiu dentro da cov
a que estava a abrir.
bento nogueira engasgou-se com
um pedaço de carne e desapare
ceu do nosso convívio.
paiva de jesus enforcou-se.
joão baptista viu o cunhado lev
antar-se do caixão e teve uma sí
ncope.
lourenço pinheiro estava a ver a
trovoada e um relâmpago entrou
lhe por um olho e saiu-lhe pelo
outro.
jorge velez de castro finou-se
após uma longa vida de sacrifí
cios, toda dedicada ao bem-comu
m. e foi assim: depois de ter inge
rido o seu sumo de laranja, foi c
onduzido para a cadeira de rep
ouso pelo enfermeiro de confian
ça. nela se conservou, de boca en
treaberta e olhos fechados, até
às onze horas. às onze horas, o e
nfermeiro de confiança aproxim
ou-se com a intenção de o condu
zir ao banho. pondo delicadamen
te a mão nas costas da cadeira,
disse: são horas do banho, senhor
director. como este não desse si
nal de ter ouvido, o enfermeiro
de confiança, com a costumada jo
vialidade, debruçou-se e repetiu:
são horas do banho, senhor direc
tor. posto isto, empurrou a cadei
ra até ao balneário, passou um br
aço pelos rins outro por baixo d
os joelhos do director, e assim o
levou para a água, só então se da
ndo conta de que ele já não vivia.
zé maria, o peidolas, foi expulso
da vida pela autoridade compet
ente.
joão gaspar foi um nobre e val
oroso homem que morreu heroi
camente no campo da honra. p
az à sua alma.
raul santos deitou-se um dia e p
or mais que o sacudissem nunca
mais se levantou.
alfredo penha caiu tão desastrada
mente da cama que nem é possív
el dar pormenores da sua morte.
joaquim perestrelo morreu no me
io da missa, qual quê! ainda a m
issa não ia a metade!
sousa dias morreu de pé, mas en
terraram-no deitado, como toda a
gente.
12/03/2009
Deep, deep thought
12/01/2009
Medo do Islão

Quem tem a porta aberta fica sempre mais vulnerável. Não me parece que este seja um resultado exclusivo deste país. Os europeus têm medo. E não estão a ser extremistas ou racistas com esta posição. Mais do que um sinal de discriminação religiosa parece-me que os europeus estão a tentar defender a sua liberdade. As duas coisas confundem-se um bocado, é certo. Mas é isso mesmo. No caso da Suiça há também outros sinais de fecho a outros povos como as alterações no processo de pedido de nacionalidade, que se tornou bastante mais difícil. Mas toda a Europa tem medo do Islão e dos seus símbolos. A verdade é que o que nós, ocidentais, absorvemos é que abrir mais a porta ao Islão é abrir caminho ao terrorismo que, esse sim, vem ameaçar todas as nossas liberdades. Mas será que estas posições vão incitar mais ao ódio fundamentalista? E os muçulmanos não radicais, onde ficam no meio disto tudo?
11/14/2009
Onde estava você quando o Muro caiu?
Lembro-me da queda do muro de Berlim. Tinha 8 anos nessa altura mas mesmo assim lembro-me de achar fantástico, apesar de não perceber bem toda a situação. Havia no entanto algumas coisas que me faziam confusão. Por exemplo, porque é que era a parte do Leste, supostamente, a parte má, que se chamava Democrática? Então "democrática" não era uma coisa boa? Isto fazia-me grande confusão. Outra coisa era o facto de ter um muro a dividir Berlim... então as pessoas não podiam ir contornar o Muro onde este acabava? Parecia simples... O que me fascina bastante na história do Muro de Berlim são as fugas fantásticas que aconteceram. Para a história fica o homem que construíu um túnel entre as duas Alemanhas para ajudar dezenas de pessoas a fugir. Ou aqueles irmãos, que num ultra-leve improvisado, planaram até ao lado Leste para ir buscar um terceiro irmão. Fica, infelizmente a história do rapaz de 19 anos que foi alvejado a tentar passar para o lado de lá o muro. Como ambas as partes tinham medo dos soldados da outra parte, foi deixado ali. Sangrou até à morte enquanto perguntava : "Porque é que ninguém me ajuda?"
11/05/2009
Portugal, Portugal
Uma pessoa até acorda bem disposta, apesar de ser cedo e até ouve uns programas engraçados na rádio e, até consegue arranjar um estacionamento por sorte, era o único, ao pé do trabalho. Depois começa a estacionar e vê que no edifício ao lado um anormal qualquer parou de trabalhar na obra para se ir pôr encostado à vedação, a um metro de nós, de braços cruzados, a olhar para nós e a rir enquanto estacionamos (bem, e à primeira, note-se...), com o perfeito ar de atrasado mental . Francamente...
10/31/2009
Pensamentos
E depois há aqueles momentos em que ficamos pequenos, pequenos e só queremos estar sozinhos e quietos, quiçá a ler um livro que nos leva para lá. Ontem estive no Egipto, década de 20, que bom, estar lá com aquelas famílias, a viver os mesmos sentimentos anti-ingleses. Que bom esquecer tudo e ser só aquelas pessoas todas. É assim com os livros bons. Só queria estar aí. Porque tudo é tão vulgar que só os livros nos salvam. Todos iguais. Tudo igual. O meu filho é muito desenvolvido. Dizem os pais, quão vulgares são todos. Todos dizem que canto bem. Pois sim, lá no karaoke da aldeia, não é? Ah, meu deus. Tanta oportunidade passada, devia ter ido ver o mundo, mas falta-me a coragem, com o tempo será pior. Mais presos estamos. Parece-me sempre tarde demais até perceber que agora sim é tarde demais e que há um tempo atrás não era tarde demais, até voltar daqui a um tempo, a perceber a mesma coisa. Que prisão que sinto. Ainda bem que há livros.
10/23/2009
All the lonely people
Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people
Eleanor rigby picks up the rice in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?
All the lonely people
Where do they all come from ?
All the lonely people
Where do they all belong ?
Father mckenzie writing the words of a sermon that no one will hear
No one comes near.
Look at him working. darning his socks in the night when there's nobody there
What does he care?
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Eleanor rigby died in the church and was buried along with her name
Nobody came
Father mckenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave
No one was saved
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
O que é que nos prende às cidades? As pessoas? Os sonhos e ambições? A cidade em si? E sem sonhos e ambições e sem pessoas. Que cidade consegue a vocação de prender alguém sem lhe dar em troca apenas solidão?
Ah, look at all the lonely people
Eleanor rigby picks up the rice in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?
All the lonely people
Where do they all come from ?
All the lonely people
Where do they all belong ?
Father mckenzie writing the words of a sermon that no one will hear
No one comes near.
Look at him working. darning his socks in the night when there's nobody there
What does he care?
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Eleanor rigby died in the church and was buried along with her name
Nobody came
Father mckenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave
No one was saved
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
O que é que nos prende às cidades? As pessoas? Os sonhos e ambições? A cidade em si? E sem sonhos e ambições e sem pessoas. Que cidade consegue a vocação de prender alguém sem lhe dar em troca apenas solidão?
10/10/2009
MacGyver
Ontem vi o episódio piloto desta série... Que saudades. Logo me transportou para aqueles Domingos de Outono, ao final de uma tarde em que já era noite, chuva e cheiro a terra molhada, para o café do Cilo (o antigo...), cheio de pessoas acabadas de chegar dos jogos de futebol da 3ª divisão distrital...
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