6/28/2007

Eles andam aí....



"O assessor reconheceu que não foi Maria Celeste Cardoso quem colocou ou mandar colocar o cartaz de que o ministro não gostou. " in Publico



"A directora do centro de saúde foi exonerada pelo ministro Correia de Campos, sob proposta da Sub-região de Saúde de Braga, por não ter retirado das instalações do centro um cartaz contendo declarações do ministro Correia de Campos "em termos jocosos"". in Publico




"o Expresso Online revelou que "José Sócrates apresentou uma queixa-crime contra o blogger António Balbino Caldeira devido ao conjunto de textos que este professor de Alcobaça escreveu" sobre o Dossier (utilização do título de engenheiro e percurso académico do primeiro-ministro)." in DoPortugalProfundo



"O director de serviços dos Recursos Humanos da

Direcção Regional de Educação do Norte (DREN)

foi afastado por alegadamente ter feito uma

afirmação "insultuosa" sobre a licenciatura

do primeiro-ministro, durante o horário de expediente.

Fernando Charrua só admite ter dito um comentário"jocoso". in Jornal de Notícias


"Escreveu um e-mail ao Governo, denunciando

o que considera ser uma dívida fiscal de uma empresa.

As perguntas que enviou ao cuidado do Ministério

das Finanças acabaram na mão da administradora

da firma para a qual trabalhava." in Portugal Diário



"Foi por SMS, davam-me conta de que estaria acontecer uma coisa grave, 48 horas antes de abrir o inquérito. Foi numa sexta-feira. Na segunda-feira tinha a participação escrita do facto." Margarida Moreira (directora Regional de Educação do Norte) acerca do caso do professor Fernando Charrua

6/27/2007

Efeito zen...

Nada com um bom fim-de-semana envolvida numa festa de São João da minha aldeia para acabar com qualquer stress ou tensão... Cansada mas feliz... Sabe bem, melhor que qualquer massagem...

6/21/2007

Mais ricos e mais infelizes?

O consumo de anti-depressivos aumentou, em Portugal, 68% e o número de suicídios 6%, desde 2001. Esta situação verifica-se paralelamente ao melhoramento dos índices de bem estar.

Este foi o tema do Fórum da Antena 1 da passada Terça-feira. Excluindo desde já a questão das razões pessoais que provocam qualquer uma destas situações, o que interessou abordar neste fórum foi a existência de condições ambientais, na nossa sociedade que se reflectem neste aumento.

Se, supostamente, temos vidas mais confortáveis, mais fáceis porque é que estamos mais deprimidos e nos suicidamos mais?
Antes de mais há que notar que hoje há mais consciência da depressão enquanto doença. Há mais pessoas a recorrer a médicos, seja ao médico de família, seja a psiquiatras, para tratar estados depressivos. Havendo uma tendência para receitar anti-depressivos em detrimento de outras terapias, há aumento deste consumo. Mas isto é apenas um pequeno factor.

Além deste há a questão da sociedade. Temos outros níveis de bem estar, mas a que preço? E que tipo de bem-estar? A sociedade é obviamente competitiva e cada vez mais individualizada, logo também estamos cada vez mais sós, principalmente aqueles que não conseguem, ou não precisam de se integrar neste ritmo de sociedade. São os nossos fracos da sociedade. São, por exemplo, os idosos... O fim do conceito de família enquanto comunidade com relações além-núcleo e dependência entre membros leva a um abandono que a nossa sociedade está pronta a absorver, através de lares, creches, ateliês de tempos livres e toda uma oferta de sítios onde podemos colocar os excedentários. Porque não podemos tratar deles, porque temos que trabalhar para podermos adquirir coisas que vão aumentar o nosso índice de bem-estar. E aumenta o bem estar material. E o nosso idoso morre de solidão algures. O sentimento de pertença a uma comunidade é um factor anti-depressão. Deixando de haver esse sentimento e esse apoio é mais difícil ultrapassar os problemas como desemprego, morte de familiares, entre outros...

Não esquecer também que os índices de bem estar aumentaram (hoje temos todos telemóveis, televisão, boas casas, aquecimento, carro, etc...), em grande parte graças a facilidade de crédito que hoje existe. Há um endividamento quase inconsciente porque tudo pode ser pago a prestações e o bem-estar material começa a parecer frágil quando as dívidas começam a ser muitas. Por vezes, este sobre-endividamento leva ao suicído...

Há, ainda, dentro deste cenário a falta absoluta de confiança nas instituições. Na justiça, na saúde, nos políticos... há a desprotecção dos que não conseguiram singrar na sociedade moderna e que não tendo esse sucesso material se vêm desprovidos de outro apoio.

Resumindo, os índices de bem estar são relativos e, ao contrário do que possa parecer, ou seja ser contraditório este melhoramento paralelo ao aumento das pessoas deprimidas, não o é. O bem estar é material, e para o alcançar, tivemos que prescindir de outras bases, que essas, sim, nos suportavam, fracos ou fortes.

Nota: um dos ouvintes do fórum fez um comentário com o qual concordei inteiramente. Que a religião é essencial na prevenção destas situações. A fé é uma terapia. E a pertença a uma comunidade religiosa é um factor de combate à solidão.

6/15/2007

Culturall Esplanada

"Culturall Esplanada" em Pombal

Eis que a Praça Marquês de Pombal, mais conhecida por Praça dos Cereais, devido a feira dos cereais que ali se realizava todas as Segundas e Quintas, ressuscita!! Depois de algum tempo em obras para restaurar esta zona da cidade e construir o parque de estacionamento subterrâneo esta zona já merecia uma vida nova. Na minha opinião é das partes mais bonitas de Pombal, não só pela antiguidade, mas também pelo espaço em si e por ser essencialmente pedonal. A rua Miguel Bombarda, que vai desde a praça até à linha do comboio já foi a zona principal de comércio. A feira fazia-se junto ao rio, depois de atravessar a linha do comboio e a feira dos cereais em frente à igreja fazendo daquela rua uma passagem obrigatória para comerciantes e compradores. Infelizmente a zona foi-se degradando e foi ficando abandonada com a abertura do shopping, com a concentração do comércio nessa zona da cidade e mais tarde com a abertura do novo espaço do intermarché. Também a mudança da feira para outro local fora do centro da cidade contribuiu para tirar grande parte da circulação de pessoas desta zona. Agora a zona está novamente aberta aos habitantes da cidade com uma mais valia: uma esplanada que ficará aberta à noite, no espaço em frente à Igreja Matriz. O espaço está bonito, a iluminação muito agradável e com certeza será um local muito bem rentabilizado pelas pessoas responsáveis, isto é, o Rancho Típico de Pombal. A esplanada é apoiada pelo bar situado no pátio interior do Celeiro do Marquês, já aberto desde a passada sexta-feira, e vai ser inaugurada este sábado com a actuação dos Melech Mechaya.
Espero que esta zona continue a merecer a atenção da Câmara Municipal pois há bastante para aproveitar, com espaços culturais mas também com uma recuperação a nível comercial (mas isso será assunto para outro post..) ...

6/08/2007

Cruzamentos

Estava quente, ainda bem que não vestira casaco. Também devia estar quente para o velhote sentado no muro do mini-mercado, de camisa de manga curta, às riscas, calças de tecido, cinzentas. Os joelhos ficavam à altura do peito, apoiados nos joelhos tinha os cotovelos...Numa mão segurava, preguiçosamente, um cigarro que ia fumando como quem se obriga a respirar. Noutra mão segurava um saco de plástico de supermercado. O que teria lá dentro? Alguma coisa que comprou. Olhou de soslaio, manteve o ar decidido de quem se dirigia a algum lado. Tinha a certeza que o velho olhava para ela. Continuou, consciente do efeito que devia provocar. Pena que não se dirigisse a lado nenhum e de nada lhe valesse o vestido novo. Por momentos quase se esqueceu de que não era o velho o abandonado e ela a rapariga decidida cuja vida esperava nalgum sítio. Por momentos quase se esqueceu que não tinha ninguém com quem ir ter. E teve inveja do velho que estaria à espera de alguém, que tinha um objectivo, que tinha um saco e um cigarro. Pelo menos ele teria alguém. E esse alguém estaria para chegar pela forma como quase se levantou quando passou um carro. Afinal não era. Voltou a sentar-se e a olhar para o prédio do outro lado da rua...

A rapariga da janela olhava para o fundo da rua, também devia estar com calor, senão não viria à janela... estava com uma camisola velha de trazer por casa e parecia ter vindo aproveitar o momento de pausa. Com certeza estava a estudar, era a época em que havia exames na Universidade. Desejava ter também alguma coisa para fazer, em vez de estar ali sentado com um saco ridículo na mão... e logo um saco do supermercado. Lá dentro só mesmo a carteira, vazia! A rapariga olhou para ele mas não se deteve. Devia estar preocupada, quem lhe dera ter também preocupações. Fumou pacientemente o cigarro enquanto fingia um gesto para se levantar como se aguardasse alguém e o alguém estivesse para chegar. Que inveja da rapariga da janela. Tinha algo que a esperava em vez de estar jogada para o nada, como ele. Tinha um objectivo... o dele era só estar ali. Ouviu passos de salto alto no passeio, passos que se aproximavam...

Já tinha saudades de estar à janela a olhar para a rua. Não tinha falta de tempo... esse agora tinha de sobra, desde que desistira de estudar... Olhou para o fundo da rua e viu a rapariga com um vestido lindo... quem lhe dera ter dinheiro para comprar também um. E os sapatos de salto alto, a embalar a rua com o ritmo dos passos. Com o vestido compraria aquela postura, aquela pose, aquela cabeça levantada e andar decidido. É isso havia de arranjar um vestido, com ele viria uma vida. Teria sítios onde ir, pessoas com quem ir ter, como a rapariga que andava no passeio. Talvez até encontrasse os velhos amigos, talvez até arranjasse um novo sonho de vida, um novo projecto. Sim, seria como a rapariga do vestido. Mas por enquanto não era, e invejava-a...

Novo Visual

Finalmente ganhei coragem e mudei o visual deste blog... Digam-me o que acham... eu prefiro assim, mais claro. Apesar de já não ser totalmente da cor da casa que lhe deu o nome. No processo de mudança aconteceram várias coisas, como ficar com a página toda negra...

6/01/2007

António Aniceto Monteiro




"António Aniceto Monteiro (1907-1980) foi um dos maiores matemáticos portugueses – e ao mesmo tempo, um dos menos conhecidos por cá. Forçado ao exílio pelo regime salazarista, viveu quase toda sua vida profissional no Brasil e na Argentina, contribuindo de forma extraordinária para o desenvolvimento da matemática naqueles países. Faria amanhã 100 anos.
Em Fevereiro de 1945, aos quase 38 anos de idade, António Aniceto Monteiro embarca em Lisboa com destino ao Rio de Janeiro – e ao exílio que marcará o resto da sua vida. No Brasil, espera-o um cargo de professor na Faculdade Nacional de Filosofia, para o qual este ainda jovem mas já destacado matemático – nascido em Angola, licenciado da Faculdade de Ciências de Lisboa e doutorado da Sorbonne – foi recomendado por nada mais nem nada menos do que Albert Einstein, John von Neumann e Guido Beck.
Monteiro abandona Portugal porque a entrada na carreira científica lhe foi vedada pelo regime de Salazar devido às suas convicções políticas. Desde 1938, de facto, tem estado a trabalhar sem ser remunerado por aquilo que faz. Em 1943, escreveu no seu currículo: “durante o período de 1938-43, todas as minhas funções docentes e de investigação foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal”.Monteiro abandona Portugal porque a entrada na carreira científica lhe foi vedada pelo regime de Salazar devido às suas convicções políticas. Desde 1938, de facto, tem estado a trabalhar sem ser remunerado por aquilo que faz. Em 1943, escreveu no seu currículo: “durante o período de 1938-43, todas as minhas funções docentes e de investigação foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal”.

DIA DA CRIANÇA II







ADORO DESENHOS ANIMADOS....


Na 2: .. de manhã e à tarde...








DIA DA CRIANÇA I


Aí está um dia que gosto, talvez porque me sinta ainda criança ou então porque me faz lembrar cor, risos...

Mas também me faz lembrar que temos que proteger as crianças, não só do mal mas da própria protecção. Temos que as proteger de terem tudo, temos que as proteger de acharem que conseguem sempre tudo o que querem à força de birras e chantagens, temos que as proteger do consumismo desenfreado que agora nos leva a nós a falência e no futuro as levará a elas. Temos que as proteger de crescerem a pensar que todos estamos lá para as servir. Temos que lhes mostrar que são, sim o mais belo que há no mundo, mas que têm que partilhar isso com todas as crianças do mundo.

5/29/2007

Antes isso...

Em vez de pegar numa arma e começar aos tiros aos colegas:



Adolescente condenado por colocar sêmen em tempero de salada.....


vejam o link da notícia... carregando no título.

5/20/2007

Dívida externa

Este discurso é de facto uma das reflexões mais lúcidas sobre o problema da dívida externa. Feito por este embaixador, indígena, do México em Madrid...

DISCURSO DO EMBAIXADOR GUAICAÍPURO CUATEMOC

Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação?
Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas
indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar:
- Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas
líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos
de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos
capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam
entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa.
Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados.


Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE.

5/19/2007

Violência de colegas obriga criança com cancro a deixar a escola

Carreguem no título para ver esta notícia no Público. Deixou-me impressionada. Não sei bem de quem é a culpa. Dos pais? Dos miúdos, que são mauzinhos por natureza? Da sociedade que ajuda a formar miúdos arrogantes e cruéis? Não sei...

5/18/2007

a DOR aperta .. é tanta..

percebo porque é que o stress é físico, porque preciso de parar e não me deixam

porque me estão a irritar e eu a querer responder mas não posso...

porque estou na base

e a DOR continua... porque é que não percebem que eu não aguento esta dor??!!.... É tão forte...

Não consigo, por hoje chega. Ou devia chegar, mas não posso porque me esperam e porque há obrigações. E há rotina e há trabalho porque há que receber

Mas dói tanto... a cabeça a pedir para parar. Fazem perguntas. parem.
agora está a apertar a cabeça e a dor quase que descansa porque só há aperto.

Queria IR embora. não posso. porque é que haveria de ir. A base não presta. Estar na base é uma porcaria para quem sofre de enxaquecas.

Agora já posso ir embora. Tenho outro horário para cumprir mas já passou a hora. O atraso é cada vez maior. Tenho que recompensar.

A música da Rita Lee, onde fui eu buscar isto? A tocar na minha cabeça... e não posso pôr mais baixo, está a piorar a dor...como era? "Nós os malucos..." qualquer coisa assim

Tenho que correr...onde está a chave do carro??? Meu deus onde está a chave??

Ah, está aqui...correr para o carro. Esqueci-me do casaco. Volto atrás. Ah já sei! "Vamos lutar.. hhmm.. Nós, os malucos, vamos lutarPra nesse estado continuarNunca sensatos nem condizentes" É assim e há a parte em que ela grita. Gritar seria bom.. ah gritar

e correr... "Quando a solução se encontra, um maluco é do contra"..

porque é que me lembrei desta música agora?

E a dor.. parem de falar... dói mais.. não passa... dói ainda mais.

E a música da rita lee.. "Mas todo mundo que é genialNunca é descrito como normal"

Dia 19 de Maio

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra vai abrir as suas portas até à meia-noite...

A partir das 18 horas a entrada será gratuita e haverá, à noite observações astronómicas no espaço exterior do museu. Esperemos que o tempo o permita.

Venham ver o museu à noite e participar nas nossas actividades.

Vejam o programa em:

www.museudaciencia.pt

5/16/2007

America...

Vejam esta notícia...

Bebé de dez meses obtém licença de porte de arma nos Estados Unidos

De facto há um problema mental no país. Ou então eles deverão estar certos e é muito mais perigoso aparecer um seio da Janet Jackson na televisão (as consequências poderiam ser terríveis e levar, inclusivé, alguns americanos a tentarem a destruição do mundo) do que a liberdade com que se adquirem e usam armas.

5/15/2007

Vingança


Ora aí está a vingança que sobra...


Seguros

Liguei para a Allianz para saber o que fazer e lá fui atendida por uma voz quase simpática... até que eu fiz uma pergunta: "tenho que entregar a declaração no sítio onde fiz o seguro?"... resposta irónica do outro lado: "onde fez o seguro é concerteza um mediador, não acha?". Quase tive que pedir desculpa por não saber nada de seguros. É que não estou habituada a bater, sabe...

E lá fui eu à Allianz a Leiria entregar a minha declaração amigável (de culpada) na minha seguradora. Dirigi-me ao balcão de entrada (lado direito) e informaram-me que deveria ir ter com o senhor da secretária que estava no lado esquerdo. Eu e o meu pai aproximámo-nos, dissemos "Bom dia" e não obtivémos qualquer resposta do ser de camisola verde da Rully's, alto e magro, que estava sentado... esperámos uns instantes até que ele, com o ar mais enfadonho do mundo disse: "SIIIMMMM?????" (sabem aquele sim de funcionário público que não está ali para ser incomodado...), o meu pai explicou a situação perante o ar enfadado do senhor que, entretanto lhe arrancou, literalmente, a declaração das mãos e se foi embora. Para trás ficou a boa educação, a simpatia para com os clientes e nós, plantados, em pé (claro que apesar de haver cadeiras só devemos ter direito a elas se formos fazer um seguro, dar-lhes dinheiro e não reclamar os nossos direitos...). Esperámos e o Mr. Simpatia lá voltou e entregou uma cópia da declaração, disse para ligarmos para o call center e virou-nos as costas. Ora aí está um especialista em relações públicas. Depois aconteceu o inevitável... eu fiz perguntas.... foi o caos. O senhor olhou com aquele ar de "como ousa, seu verme reles, falar para mim e pedir-me para me esforçar e responder as suas perguntas inúteis?".... e pronto, às perguntas que se seguiram ele deu uma de duas respostas: "ligue para este número" ou "não leu o seu contrato?"... Basicamente recusou-se a esclarecer-me e eu a julgar que estavamos na nossa seguradora e a julgar que seria o melhor sítio para ser esclarecida. Provavelmente estava na pastelaria e nem me apercebi... Lá vim embora porque o meu pai, pessoa calma e sensata me puxou, desejando um bom dia e bom trabalho ao senhor. Claro que o senhor não lhe respondeu... É assim o atendimento na Allianz de Leiria...


E estava eu a praguejar contra as seguradoras quando o meu colega do lado diz: "Aqui há uns tempos tive um acidente e quando fui a seguradora eles foram tão antipáticos que tive que pedir à pessoa para não falar comigo naquele tom... não sei se conhecem.. foi na Allianz..."

Cada vez mais acho que as seguradoras são filiais do Inferno na Terra.... com pequenos satanazezinhos antipáticos de camisola verde aos balcões....

5/10/2007

acidentes

Um segundo a olhar para o lado contrário para entrar na estrada. Um segundo em que se pensa que se o carro da frente arrancou concerteza vai continuar a andar. E depois não continua ou está a andar mais devagar do que eu pensava, eu que não tinha que pensar nada, tinha era que parar... e pronto... lá vai pára-choques, tampa do capô, óptica, etc... E a declaração de culpada. E o meu carro magoado. Antes ele do que eu ou as pessoas do carro da frente. Nem senti a pancada. É a vantagem destes carros... dizem q estão preparados para se deformarem mais para absorverem a energia do impacto e assim evitar que esta chegue aos ocupantes... Não sei, não percebo nada disso. E para quem está habituada a lidar com pessoas arrogantes, irritantes e mais uma série de coisas que nem vale a pena dizer foi um alívio ver a simpatia e calma do condutor da frente. Ainda há pessoas impecáveis... Agora os seguros...

5/05/2007

Hipermercados abertos ao Domingo



Porque é que precisamos de hipermercados abertos ao Domingo e feriados? Para passar o Domingo à tarde e feriados a fazer compras em vez de passear por aí, conhecer o país, fazer desporto ou simplesmente estar com a família? Não me parece que se deixe de comprar o que quer que seja só porque os hipermercados estão fechados aos Domingos à tarde e feriados. Mas o que mais me irrita nesta campanha (e não é pouco...) é o facto de, mais uma vez, quererem obrigar os trabalhadores a trabalhar ao Domingo. E não digam que só trabalha quem quer e quem não quer é porque não quer trabalhar, porque todos sabemos que maioria desses trabalhadores precisam desses empregos, já de si precários. (E sem qualquer compensação extra por isso, nem os feriados são pagos a dobrar...) O Domingo é, por tradição, seja ela de origem católica ou não, o dia do descanso. Não é este o dia para estar com a família? Ou para aproveitar de outra forma? Sempre achei que o capitalismo, no seu extremo, na sua pior forma acabaria por criar uma espécie de escravatura moderna e disfarçada e é a isso que estamos a assistir em favor do lucro de alguns. Querem os hipermercados abertos para que o povinho possa ter onde passear com a família barulhenta? (O que eu acho de uma pobreza de espírito inexplicável...) Não lhes bastam os shoppings com as lojas todas abertas? Ou os retail park sempre a abarrotar de pessoas a comprar bugigangas? Devem querer variar a paisagem.

Já bastam os empregos por turnos como os seguranças ou o pessoal dos hospitais... ou algumas fábricas. Veja-se o caso da Roca, fábrica espanhola com filial em Portugal e que emprega milhares de trabalhadores da zona de Leiria. Desde o ano passado passou a ter produção contínua em todos os sectores pelo que agora a parte dos trabalhadores que tinha os fins de semana livres deixou de ter. Além disso trabalham 6 dias seguidos e descansam dois, em folgas rotativas, sem terem fins de semana ou feriados. No caso dos muitos casais que trabalham na Roca os fins de semana nunca coincidem e dificilmente estão com os filhos ao fim de semana. Estes ou ficam sozinhos, ou ficam apenas com um dos pais. Há um medo, de alguma forma incutido, de que aconteça o que tem acontecido nas outras fábricas e de que se não se produzir cada vez mais esta seja deslocalizada.

Além destes temos ainda situações de pessoas que trabalhando para o Estado e tendo que trabalhar ao Domingo estão a recibos verdes, para não que não lhes seja paga a compensaçaõ devida por isso... Têm de facto um emprego, sim... recebem por ele, estão à mercê do chefe no que diz respeito a domingosm, feriados, horas extra... não têm férias, não têm subsídios e uma boa parte do seu ordenado vai para o Estado... para o qual trabalham. Que privilegiados que eles são...

Exiga a libertação dos trabalhadores ao Domingo. Liberte-os

5/04/2007

Letras....

A propósito do Iraque:


"...There's no such thing as a winnable warIt's a lie that we don't believe anymore..."