11/28/2008

A propósito de capitalismo

Conta-se esta história acerca de uma missão do Banco Mundial que se deslocou a Madagáscar para analisar o uso dos recursos piscatórios:

Um dos peritos que integrava a missão observava diariamente um pescador local. O pescador todos os dias pegava na cana, dirigia-se ao mar e pescava um peixe. Depois de pescado o primeiro peixe voltava para casa, grelhava-o, comia-o e durante o resto do dia descansava e aproveitava o sol. Certo dia o perito dirigiu-se ao pescador e comentou o facto de ele pescar um único peixe por dia, explicando que, ao invés de pescar apenas um, podia pescar mais durante o resto do dia. Como só comia um, o excedente do peixe podia ser vendido. O pescador perguntou, então, para que queria ele pescar mais peixe e vendê-lo. O perito disse que com esse dinheiro podia comprar uma rede e com essa rede, no mesmo tempo podia pescar muito mais peixe e vendê-lo para comprar um barco. Com o barco pescava ainda mais peixe e podia comprar um motor para o barco, e por aí fora, seguindo sempre esta lógica do excedente. O pescador, depois de o ouvir perguntou então para que precisava ele daquilo tudo e o perito respondeu-lhe que era para que quando fosse velho pudesse finalmente descansar à sombra dos proveitos que havia auferido. Responde magistralmente o pescador: mas isso é o que eu faço agora todos os dias.

Não me parece ser preciso dizer a moral da história.

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