6/28/2007

Eles andam aí....



"O assessor reconheceu que não foi Maria Celeste Cardoso quem colocou ou mandar colocar o cartaz de que o ministro não gostou. " in Publico



"A directora do centro de saúde foi exonerada pelo ministro Correia de Campos, sob proposta da Sub-região de Saúde de Braga, por não ter retirado das instalações do centro um cartaz contendo declarações do ministro Correia de Campos "em termos jocosos"". in Publico




"o Expresso Online revelou que "José Sócrates apresentou uma queixa-crime contra o blogger António Balbino Caldeira devido ao conjunto de textos que este professor de Alcobaça escreveu" sobre o Dossier (utilização do título de engenheiro e percurso académico do primeiro-ministro)." in DoPortugalProfundo



"O director de serviços dos Recursos Humanos da

Direcção Regional de Educação do Norte (DREN)

foi afastado por alegadamente ter feito uma

afirmação "insultuosa" sobre a licenciatura

do primeiro-ministro, durante o horário de expediente.

Fernando Charrua só admite ter dito um comentário"jocoso". in Jornal de Notícias


"Escreveu um e-mail ao Governo, denunciando

o que considera ser uma dívida fiscal de uma empresa.

As perguntas que enviou ao cuidado do Ministério

das Finanças acabaram na mão da administradora

da firma para a qual trabalhava." in Portugal Diário



"Foi por SMS, davam-me conta de que estaria acontecer uma coisa grave, 48 horas antes de abrir o inquérito. Foi numa sexta-feira. Na segunda-feira tinha a participação escrita do facto." Margarida Moreira (directora Regional de Educação do Norte) acerca do caso do professor Fernando Charrua

6/27/2007

Efeito zen...

Nada com um bom fim-de-semana envolvida numa festa de São João da minha aldeia para acabar com qualquer stress ou tensão... Cansada mas feliz... Sabe bem, melhor que qualquer massagem...

6/21/2007

Mais ricos e mais infelizes?

O consumo de anti-depressivos aumentou, em Portugal, 68% e o número de suicídios 6%, desde 2001. Esta situação verifica-se paralelamente ao melhoramento dos índices de bem estar.

Este foi o tema do Fórum da Antena 1 da passada Terça-feira. Excluindo desde já a questão das razões pessoais que provocam qualquer uma destas situações, o que interessou abordar neste fórum foi a existência de condições ambientais, na nossa sociedade que se reflectem neste aumento.

Se, supostamente, temos vidas mais confortáveis, mais fáceis porque é que estamos mais deprimidos e nos suicidamos mais?
Antes de mais há que notar que hoje há mais consciência da depressão enquanto doença. Há mais pessoas a recorrer a médicos, seja ao médico de família, seja a psiquiatras, para tratar estados depressivos. Havendo uma tendência para receitar anti-depressivos em detrimento de outras terapias, há aumento deste consumo. Mas isto é apenas um pequeno factor.

Além deste há a questão da sociedade. Temos outros níveis de bem estar, mas a que preço? E que tipo de bem-estar? A sociedade é obviamente competitiva e cada vez mais individualizada, logo também estamos cada vez mais sós, principalmente aqueles que não conseguem, ou não precisam de se integrar neste ritmo de sociedade. São os nossos fracos da sociedade. São, por exemplo, os idosos... O fim do conceito de família enquanto comunidade com relações além-núcleo e dependência entre membros leva a um abandono que a nossa sociedade está pronta a absorver, através de lares, creches, ateliês de tempos livres e toda uma oferta de sítios onde podemos colocar os excedentários. Porque não podemos tratar deles, porque temos que trabalhar para podermos adquirir coisas que vão aumentar o nosso índice de bem-estar. E aumenta o bem estar material. E o nosso idoso morre de solidão algures. O sentimento de pertença a uma comunidade é um factor anti-depressão. Deixando de haver esse sentimento e esse apoio é mais difícil ultrapassar os problemas como desemprego, morte de familiares, entre outros...

Não esquecer também que os índices de bem estar aumentaram (hoje temos todos telemóveis, televisão, boas casas, aquecimento, carro, etc...), em grande parte graças a facilidade de crédito que hoje existe. Há um endividamento quase inconsciente porque tudo pode ser pago a prestações e o bem-estar material começa a parecer frágil quando as dívidas começam a ser muitas. Por vezes, este sobre-endividamento leva ao suicído...

Há, ainda, dentro deste cenário a falta absoluta de confiança nas instituições. Na justiça, na saúde, nos políticos... há a desprotecção dos que não conseguiram singrar na sociedade moderna e que não tendo esse sucesso material se vêm desprovidos de outro apoio.

Resumindo, os índices de bem estar são relativos e, ao contrário do que possa parecer, ou seja ser contraditório este melhoramento paralelo ao aumento das pessoas deprimidas, não o é. O bem estar é material, e para o alcançar, tivemos que prescindir de outras bases, que essas, sim, nos suportavam, fracos ou fortes.

Nota: um dos ouvintes do fórum fez um comentário com o qual concordei inteiramente. Que a religião é essencial na prevenção destas situações. A fé é uma terapia. E a pertença a uma comunidade religiosa é um factor de combate à solidão.

6/15/2007

Culturall Esplanada

"Culturall Esplanada" em Pombal

Eis que a Praça Marquês de Pombal, mais conhecida por Praça dos Cereais, devido a feira dos cereais que ali se realizava todas as Segundas e Quintas, ressuscita!! Depois de algum tempo em obras para restaurar esta zona da cidade e construir o parque de estacionamento subterrâneo esta zona já merecia uma vida nova. Na minha opinião é das partes mais bonitas de Pombal, não só pela antiguidade, mas também pelo espaço em si e por ser essencialmente pedonal. A rua Miguel Bombarda, que vai desde a praça até à linha do comboio já foi a zona principal de comércio. A feira fazia-se junto ao rio, depois de atravessar a linha do comboio e a feira dos cereais em frente à igreja fazendo daquela rua uma passagem obrigatória para comerciantes e compradores. Infelizmente a zona foi-se degradando e foi ficando abandonada com a abertura do shopping, com a concentração do comércio nessa zona da cidade e mais tarde com a abertura do novo espaço do intermarché. Também a mudança da feira para outro local fora do centro da cidade contribuiu para tirar grande parte da circulação de pessoas desta zona. Agora a zona está novamente aberta aos habitantes da cidade com uma mais valia: uma esplanada que ficará aberta à noite, no espaço em frente à Igreja Matriz. O espaço está bonito, a iluminação muito agradável e com certeza será um local muito bem rentabilizado pelas pessoas responsáveis, isto é, o Rancho Típico de Pombal. A esplanada é apoiada pelo bar situado no pátio interior do Celeiro do Marquês, já aberto desde a passada sexta-feira, e vai ser inaugurada este sábado com a actuação dos Melech Mechaya.
Espero que esta zona continue a merecer a atenção da Câmara Municipal pois há bastante para aproveitar, com espaços culturais mas também com uma recuperação a nível comercial (mas isso será assunto para outro post..) ...

6/08/2007

Cruzamentos

Estava quente, ainda bem que não vestira casaco. Também devia estar quente para o velhote sentado no muro do mini-mercado, de camisa de manga curta, às riscas, calças de tecido, cinzentas. Os joelhos ficavam à altura do peito, apoiados nos joelhos tinha os cotovelos...Numa mão segurava, preguiçosamente, um cigarro que ia fumando como quem se obriga a respirar. Noutra mão segurava um saco de plástico de supermercado. O que teria lá dentro? Alguma coisa que comprou. Olhou de soslaio, manteve o ar decidido de quem se dirigia a algum lado. Tinha a certeza que o velho olhava para ela. Continuou, consciente do efeito que devia provocar. Pena que não se dirigisse a lado nenhum e de nada lhe valesse o vestido novo. Por momentos quase se esqueceu de que não era o velho o abandonado e ela a rapariga decidida cuja vida esperava nalgum sítio. Por momentos quase se esqueceu que não tinha ninguém com quem ir ter. E teve inveja do velho que estaria à espera de alguém, que tinha um objectivo, que tinha um saco e um cigarro. Pelo menos ele teria alguém. E esse alguém estaria para chegar pela forma como quase se levantou quando passou um carro. Afinal não era. Voltou a sentar-se e a olhar para o prédio do outro lado da rua...

A rapariga da janela olhava para o fundo da rua, também devia estar com calor, senão não viria à janela... estava com uma camisola velha de trazer por casa e parecia ter vindo aproveitar o momento de pausa. Com certeza estava a estudar, era a época em que havia exames na Universidade. Desejava ter também alguma coisa para fazer, em vez de estar ali sentado com um saco ridículo na mão... e logo um saco do supermercado. Lá dentro só mesmo a carteira, vazia! A rapariga olhou para ele mas não se deteve. Devia estar preocupada, quem lhe dera ter também preocupações. Fumou pacientemente o cigarro enquanto fingia um gesto para se levantar como se aguardasse alguém e o alguém estivesse para chegar. Que inveja da rapariga da janela. Tinha algo que a esperava em vez de estar jogada para o nada, como ele. Tinha um objectivo... o dele era só estar ali. Ouviu passos de salto alto no passeio, passos que se aproximavam...

Já tinha saudades de estar à janela a olhar para a rua. Não tinha falta de tempo... esse agora tinha de sobra, desde que desistira de estudar... Olhou para o fundo da rua e viu a rapariga com um vestido lindo... quem lhe dera ter dinheiro para comprar também um. E os sapatos de salto alto, a embalar a rua com o ritmo dos passos. Com o vestido compraria aquela postura, aquela pose, aquela cabeça levantada e andar decidido. É isso havia de arranjar um vestido, com ele viria uma vida. Teria sítios onde ir, pessoas com quem ir ter, como a rapariga que andava no passeio. Talvez até encontrasse os velhos amigos, talvez até arranjasse um novo sonho de vida, um novo projecto. Sim, seria como a rapariga do vestido. Mas por enquanto não era, e invejava-a...

Novo Visual

Finalmente ganhei coragem e mudei o visual deste blog... Digam-me o que acham... eu prefiro assim, mais claro. Apesar de já não ser totalmente da cor da casa que lhe deu o nome. No processo de mudança aconteceram várias coisas, como ficar com a página toda negra...

6/01/2007

António Aniceto Monteiro




"António Aniceto Monteiro (1907-1980) foi um dos maiores matemáticos portugueses – e ao mesmo tempo, um dos menos conhecidos por cá. Forçado ao exílio pelo regime salazarista, viveu quase toda sua vida profissional no Brasil e na Argentina, contribuindo de forma extraordinária para o desenvolvimento da matemática naqueles países. Faria amanhã 100 anos.
Em Fevereiro de 1945, aos quase 38 anos de idade, António Aniceto Monteiro embarca em Lisboa com destino ao Rio de Janeiro – e ao exílio que marcará o resto da sua vida. No Brasil, espera-o um cargo de professor na Faculdade Nacional de Filosofia, para o qual este ainda jovem mas já destacado matemático – nascido em Angola, licenciado da Faculdade de Ciências de Lisboa e doutorado da Sorbonne – foi recomendado por nada mais nem nada menos do que Albert Einstein, John von Neumann e Guido Beck.
Monteiro abandona Portugal porque a entrada na carreira científica lhe foi vedada pelo regime de Salazar devido às suas convicções políticas. Desde 1938, de facto, tem estado a trabalhar sem ser remunerado por aquilo que faz. Em 1943, escreveu no seu currículo: “durante o período de 1938-43, todas as minhas funções docentes e de investigação foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal”.Monteiro abandona Portugal porque a entrada na carreira científica lhe foi vedada pelo regime de Salazar devido às suas convicções políticas. Desde 1938, de facto, tem estado a trabalhar sem ser remunerado por aquilo que faz. Em 1943, escreveu no seu currículo: “durante o período de 1938-43, todas as minhas funções docentes e de investigação foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal”.

DIA DA CRIANÇA II







ADORO DESENHOS ANIMADOS....


Na 2: .. de manhã e à tarde...








DIA DA CRIANÇA I


Aí está um dia que gosto, talvez porque me sinta ainda criança ou então porque me faz lembrar cor, risos...

Mas também me faz lembrar que temos que proteger as crianças, não só do mal mas da própria protecção. Temos que as proteger de terem tudo, temos que as proteger de acharem que conseguem sempre tudo o que querem à força de birras e chantagens, temos que as proteger do consumismo desenfreado que agora nos leva a nós a falência e no futuro as levará a elas. Temos que as proteger de crescerem a pensar que todos estamos lá para as servir. Temos que lhes mostrar que são, sim o mais belo que há no mundo, mas que têm que partilhar isso com todas as crianças do mundo.

5/29/2007

Antes isso...

Em vez de pegar numa arma e começar aos tiros aos colegas:



Adolescente condenado por colocar sêmen em tempero de salada.....


vejam o link da notícia... carregando no título.

5/20/2007

Dívida externa

Este discurso é de facto uma das reflexões mais lúcidas sobre o problema da dívida externa. Feito por este embaixador, indígena, do México em Madrid...

DISCURSO DO EMBAIXADOR GUAICAÍPURO CUATEMOC

Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação?
Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas
indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar:
- Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas
líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos
de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos
capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam
entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa.
Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados.


Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE.

5/19/2007

Violência de colegas obriga criança com cancro a deixar a escola

Carreguem no título para ver esta notícia no Público. Deixou-me impressionada. Não sei bem de quem é a culpa. Dos pais? Dos miúdos, que são mauzinhos por natureza? Da sociedade que ajuda a formar miúdos arrogantes e cruéis? Não sei...

5/18/2007

a DOR aperta .. é tanta..

percebo porque é que o stress é físico, porque preciso de parar e não me deixam

porque me estão a irritar e eu a querer responder mas não posso...

porque estou na base

e a DOR continua... porque é que não percebem que eu não aguento esta dor??!!.... É tão forte...

Não consigo, por hoje chega. Ou devia chegar, mas não posso porque me esperam e porque há obrigações. E há rotina e há trabalho porque há que receber

Mas dói tanto... a cabeça a pedir para parar. Fazem perguntas. parem.
agora está a apertar a cabeça e a dor quase que descansa porque só há aperto.

Queria IR embora. não posso. porque é que haveria de ir. A base não presta. Estar na base é uma porcaria para quem sofre de enxaquecas.

Agora já posso ir embora. Tenho outro horário para cumprir mas já passou a hora. O atraso é cada vez maior. Tenho que recompensar.

A música da Rita Lee, onde fui eu buscar isto? A tocar na minha cabeça... e não posso pôr mais baixo, está a piorar a dor...como era? "Nós os malucos..." qualquer coisa assim

Tenho que correr...onde está a chave do carro??? Meu deus onde está a chave??

Ah, está aqui...correr para o carro. Esqueci-me do casaco. Volto atrás. Ah já sei! "Vamos lutar.. hhmm.. Nós, os malucos, vamos lutarPra nesse estado continuarNunca sensatos nem condizentes" É assim e há a parte em que ela grita. Gritar seria bom.. ah gritar

e correr... "Quando a solução se encontra, um maluco é do contra"..

porque é que me lembrei desta música agora?

E a dor.. parem de falar... dói mais.. não passa... dói ainda mais.

E a música da rita lee.. "Mas todo mundo que é genialNunca é descrito como normal"

Dia 19 de Maio

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra vai abrir as suas portas até à meia-noite...

A partir das 18 horas a entrada será gratuita e haverá, à noite observações astronómicas no espaço exterior do museu. Esperemos que o tempo o permita.

Venham ver o museu à noite e participar nas nossas actividades.

Vejam o programa em:

www.museudaciencia.pt

5/16/2007

America...

Vejam esta notícia...

Bebé de dez meses obtém licença de porte de arma nos Estados Unidos

De facto há um problema mental no país. Ou então eles deverão estar certos e é muito mais perigoso aparecer um seio da Janet Jackson na televisão (as consequências poderiam ser terríveis e levar, inclusivé, alguns americanos a tentarem a destruição do mundo) do que a liberdade com que se adquirem e usam armas.

5/15/2007

Vingança


Ora aí está a vingança que sobra...


Seguros

Liguei para a Allianz para saber o que fazer e lá fui atendida por uma voz quase simpática... até que eu fiz uma pergunta: "tenho que entregar a declaração no sítio onde fiz o seguro?"... resposta irónica do outro lado: "onde fez o seguro é concerteza um mediador, não acha?". Quase tive que pedir desculpa por não saber nada de seguros. É que não estou habituada a bater, sabe...

E lá fui eu à Allianz a Leiria entregar a minha declaração amigável (de culpada) na minha seguradora. Dirigi-me ao balcão de entrada (lado direito) e informaram-me que deveria ir ter com o senhor da secretária que estava no lado esquerdo. Eu e o meu pai aproximámo-nos, dissemos "Bom dia" e não obtivémos qualquer resposta do ser de camisola verde da Rully's, alto e magro, que estava sentado... esperámos uns instantes até que ele, com o ar mais enfadonho do mundo disse: "SIIIMMMM?????" (sabem aquele sim de funcionário público que não está ali para ser incomodado...), o meu pai explicou a situação perante o ar enfadado do senhor que, entretanto lhe arrancou, literalmente, a declaração das mãos e se foi embora. Para trás ficou a boa educação, a simpatia para com os clientes e nós, plantados, em pé (claro que apesar de haver cadeiras só devemos ter direito a elas se formos fazer um seguro, dar-lhes dinheiro e não reclamar os nossos direitos...). Esperámos e o Mr. Simpatia lá voltou e entregou uma cópia da declaração, disse para ligarmos para o call center e virou-nos as costas. Ora aí está um especialista em relações públicas. Depois aconteceu o inevitável... eu fiz perguntas.... foi o caos. O senhor olhou com aquele ar de "como ousa, seu verme reles, falar para mim e pedir-me para me esforçar e responder as suas perguntas inúteis?".... e pronto, às perguntas que se seguiram ele deu uma de duas respostas: "ligue para este número" ou "não leu o seu contrato?"... Basicamente recusou-se a esclarecer-me e eu a julgar que estavamos na nossa seguradora e a julgar que seria o melhor sítio para ser esclarecida. Provavelmente estava na pastelaria e nem me apercebi... Lá vim embora porque o meu pai, pessoa calma e sensata me puxou, desejando um bom dia e bom trabalho ao senhor. Claro que o senhor não lhe respondeu... É assim o atendimento na Allianz de Leiria...


E estava eu a praguejar contra as seguradoras quando o meu colega do lado diz: "Aqui há uns tempos tive um acidente e quando fui a seguradora eles foram tão antipáticos que tive que pedir à pessoa para não falar comigo naquele tom... não sei se conhecem.. foi na Allianz..."

Cada vez mais acho que as seguradoras são filiais do Inferno na Terra.... com pequenos satanazezinhos antipáticos de camisola verde aos balcões....

5/10/2007

acidentes

Um segundo a olhar para o lado contrário para entrar na estrada. Um segundo em que se pensa que se o carro da frente arrancou concerteza vai continuar a andar. E depois não continua ou está a andar mais devagar do que eu pensava, eu que não tinha que pensar nada, tinha era que parar... e pronto... lá vai pára-choques, tampa do capô, óptica, etc... E a declaração de culpada. E o meu carro magoado. Antes ele do que eu ou as pessoas do carro da frente. Nem senti a pancada. É a vantagem destes carros... dizem q estão preparados para se deformarem mais para absorverem a energia do impacto e assim evitar que esta chegue aos ocupantes... Não sei, não percebo nada disso. E para quem está habituada a lidar com pessoas arrogantes, irritantes e mais uma série de coisas que nem vale a pena dizer foi um alívio ver a simpatia e calma do condutor da frente. Ainda há pessoas impecáveis... Agora os seguros...

5/05/2007

Hipermercados abertos ao Domingo



Porque é que precisamos de hipermercados abertos ao Domingo e feriados? Para passar o Domingo à tarde e feriados a fazer compras em vez de passear por aí, conhecer o país, fazer desporto ou simplesmente estar com a família? Não me parece que se deixe de comprar o que quer que seja só porque os hipermercados estão fechados aos Domingos à tarde e feriados. Mas o que mais me irrita nesta campanha (e não é pouco...) é o facto de, mais uma vez, quererem obrigar os trabalhadores a trabalhar ao Domingo. E não digam que só trabalha quem quer e quem não quer é porque não quer trabalhar, porque todos sabemos que maioria desses trabalhadores precisam desses empregos, já de si precários. (E sem qualquer compensação extra por isso, nem os feriados são pagos a dobrar...) O Domingo é, por tradição, seja ela de origem católica ou não, o dia do descanso. Não é este o dia para estar com a família? Ou para aproveitar de outra forma? Sempre achei que o capitalismo, no seu extremo, na sua pior forma acabaria por criar uma espécie de escravatura moderna e disfarçada e é a isso que estamos a assistir em favor do lucro de alguns. Querem os hipermercados abertos para que o povinho possa ter onde passear com a família barulhenta? (O que eu acho de uma pobreza de espírito inexplicável...) Não lhes bastam os shoppings com as lojas todas abertas? Ou os retail park sempre a abarrotar de pessoas a comprar bugigangas? Devem querer variar a paisagem.

Já bastam os empregos por turnos como os seguranças ou o pessoal dos hospitais... ou algumas fábricas. Veja-se o caso da Roca, fábrica espanhola com filial em Portugal e que emprega milhares de trabalhadores da zona de Leiria. Desde o ano passado passou a ter produção contínua em todos os sectores pelo que agora a parte dos trabalhadores que tinha os fins de semana livres deixou de ter. Além disso trabalham 6 dias seguidos e descansam dois, em folgas rotativas, sem terem fins de semana ou feriados. No caso dos muitos casais que trabalham na Roca os fins de semana nunca coincidem e dificilmente estão com os filhos ao fim de semana. Estes ou ficam sozinhos, ou ficam apenas com um dos pais. Há um medo, de alguma forma incutido, de que aconteça o que tem acontecido nas outras fábricas e de que se não se produzir cada vez mais esta seja deslocalizada.

Além destes temos ainda situações de pessoas que trabalhando para o Estado e tendo que trabalhar ao Domingo estão a recibos verdes, para não que não lhes seja paga a compensaçaõ devida por isso... Têm de facto um emprego, sim... recebem por ele, estão à mercê do chefe no que diz respeito a domingosm, feriados, horas extra... não têm férias, não têm subsídios e uma boa parte do seu ordenado vai para o Estado... para o qual trabalham. Que privilegiados que eles são...

Exiga a libertação dos trabalhadores ao Domingo. Liberte-os

5/04/2007

Letras....

A propósito do Iraque:


"...There's no such thing as a winnable warIt's a lie that we don't believe anymore..."

4/28/2007

Licenciatura de Sócrates...

Se no início desta discussão a ignorei completamente por me parecer irrelevante, cada vez mais me parece que alguém que tenha que provar que tirou uma licenciatura e que tenha tanta controvérsia à volta dos documentos dúbios que atestam essa licenciatura.. com certeza obteve-a de forma, no mínimo, obscura. Acho eu...

4/26/2007

Desabafo...

Quanto mais tempo trabalho no call center da Pt comunicações mais compreendo os fundamentos do comunismo.

4/22/2007

Eleições em França

Hoje, dia das eleições em França, estive finalmente a ver com atenção os programas dos dois principais candidatos.Parece-me inevitável a vitória de Sarkozy, apesar das promessas da sua rival serem bem mais apelativas. Mas porque é que não convencem (se eu não estiver enganada)?



Acho que uma das consequências do descontentamento é um eleitorado pessimista que vê além das promessas dos seus políticos, vê os efeitos, teme os efeitos e desconfia...Os eleitores tendem a favorecer o realismo dos programas. O candidato que diz: não vai ser fácil e vocês sabem disso, mas o resultado valerá a pena. Nem sempre isto é bom. É assim que nascem as ditaduras. Quando um país está disposto a aceitar promessas realistas e pessimistas dos seus políticos abre um caminho em que os políticos deixam de ter que fazer promessas, em que sabem que estão legitimados na apresentação de dificuldades ao seu povo, logo, um caminho em que deixam de ter que responder perante ele. Tornam-se ditadores. (Salazar salvou-nos da guerra mas não da fome.)



Mas hoje, em França não se pensa em ditaduras porque de facto não é isso que está em causa. Está em causa o fim da França dos privilégios, o fim da terra dos sonhos dos imigrantes e a consciência de que os franceses não se sentem seguros em França, de todos os pontos de vista. A bomba-relógio alimentada por milhares de excluídos está na iminência de rebentar numa guerrilha de bairro que depressa deixaria de o ser, guerrilha e de bairro.



Perante este cenário temos um Sarkozy que, claramente sabe, e sabe que os franceses sabem, que acabaram os privilégios e as facilidades, que a balança pendeu de mais e é necessário sacrifício. E sabe que nenhum comum eleitor fica indiferente à questão da segurança...A mão de ferro de Sarkozy pode esmagar, mas desde que segure os franceses na palma, será sempre bem vinda.



Sélogène Royal, por outro lado, fazendo jus à sua ideologia socialista, tenta fazer acreditar que o fim do bem-estar social se combate... com mais bem-estar social. Que acredita no aumento do salário mínimo nacional (apesar da perda de poder de compra , a França continua a ser dos países europeus com mais poder de compra), no aumento das pensões mais baixas, na diminuição dos impostos, na atribuição de subsídios de 300 euros mensais a estudantes necessitados, no serviço cívico voluntário como penalização, que acredita nos jurados do povo para avaliar o desempenho dos seus governantes....e que acredita que consegue tudo isto.





Sélogène Royal é a candidata que ao governar uma casa, como planeia governar a França diria aos seus filhos: "Sim, estamos mal de finanças, sim, vocês sentem-se inseguros, sim, a porta é constantemente arrombada por intrusos... Por isso, vamos aumentar a mesada de cada um, vamos diminuir a contribuição que dão para casa, vamos diminuir as vossas tarefas domésticas. Se se portarem mal vamos dar-vos ainda mais carinho e, podem ficar de castigo, fazendo as tarefas mais leves, mas só se quiserem. A porta ficará aberta, podem trazer quem quiserem para cá... se vos magoar será educado, ensinado e pode lavar a loiça como penalização, mas só se quiser... Será tratado como um filho e também terá uma mesada. No final de cada mês faremos uma reunião para voçês me dizerem se me tenho portado bem...."

4/21/2007

Campanha Novas Oportunidades

Não tendo particular simpatia pelo Bloco de Esquerda tenho que reconhecer a genialidade da ideia da contra campanha ao Programa Novas Oportunidades. Não sei bem em que altura é que o país passou de uma sobrevalorização de todos quantos tivessem um curso superior para a sua subvalorização. Bom, aqui fica o cartaz...

3/31/2007

Sabia que...

A ópera La traviata, de Verdi é inspirada no romance "A Dama das Camélias" de Alexandre Dumas Filho...

Alexandre Dumas Filho é filho (obviamente) de Alexandre Dumas Pai, autor de "O Conde de Monte Cristo"...

3/17/2007

Citações

"As pessoas menos interessantes para entrevistar para um jornal da tarde são aquelas que se pensaria terem mais probabilidades de ser interessantes, como os grandes industriais, os fabricantes de automóveis, os financeiros de Wall Street, os czares do petróleo e do aço, pessoas do género. (...) sentimos que seria preferível fazer batota, mentir, roubar, assaltar lojas ou ficar esticado morto de bêbado numa valeta do que acabar como um desses industriais com uma cara que mais parece uma tijela de papas frias. A seguir na lista vêm as senhoras da alta roda. Para mim pertencem à mesma categoria da figueira-do-inferno e do apêndice; não consigo vislumbrar a razão da sua existência."

do livro "Sou todo ouvidos" de Joseph Mitchel

3/09/2007

Lei anti-tabaco


Na edição de 08/03/2007 da revista Visão, Vasco Graça Moura diz, a propósito de "os novos sinais da jihad antitabaco" que "mostram que, em breve, também teremos interdições quanto ao vinho, o queijo, o rosbife, o sal e tudo o mais que o politicamente correcto venha a lembrar-se de decretar. Os fumadores têm de começar a organizar-se e a reagir energicamente proclamando os benefícios do tabaco."

Algumas observações:

- Parece-me bastante exagerado comparar os tímidos avanços da lei anti-tabaco a uma jihad. A grande alteração de não se poder fumar em locais fechados com menos de 100 metros quadrados não vai alterar grande coisa, uma vez que várias pessoas a fumarem durante um dia num local de maior dimensão provoca o mesmo cheiro desagradável e omnipresente a tabaco quando passamos a porta de entrada. Quando falo no cheiro refiro-me também a respirarmos esse fumo. Quanto à proibição de fumar em serviços de administração pública, unidades de saúde e escolas nem vale a pena comentar...

- Parece-me também que este senhor está equivocado na ideia de que a lógica da luta anti-tabaco se pode aplicar ao vinho, ao queijo, ao rosbife e ao sal... Porque, sinceramente, o facto de o senhor estar a comer queijo ou rosbife na mesa ao lado não me faz respirar ar nocivo, não me faz tossir, não me faz ficar com os olhos vermelhos nem me faz ficar com um cheiro estranho. Se ele tem direito a fumar, os outros têm direito a respirar ar limpo. Duvido que o hálito a vinho de alguém que expire à nossa frente faça tão mal como o fumo expirado à nossa frente.

- Se os fumadores se organizarem para proclamar os benefícios do tabaco e, mais, se forem tão longe que consigam convencer os não-fumadores a começar a fumar também devido aos tais benefícios, dou a mão à palmatória...

- Por último, espero que continue a haver fumadores e que comprem bastante tabaco porque de facto, vem daí uma grande receita para o estado. Do preço de mercado 80% vão para os cofres do estado. Sempre é menos dinheiro que vão tentar obter com outros impostos.

Castelo dos Mouros em Sintra

3/08/2007

Pro-actividade

Muito se tem falado na pro-actividade... Em tudo o que é recrutamento se fala na pro-actividade. Quer subir na carreira? Seja pro-activo... Precisamos de pessoas pro-activas...A produtividade depende da sua pro-actividade. Tenha uma personalidade pro-activa (o que é isso??!!) E as grandes empresas adoptam-na como a bandeira do sucesso da empresa... Venda mais, sendo pro-activo, dê lucro à empresa. E no que é que isso se traduz? Em massacre psicológico para o cliente...

Ligo para a Clix para resolver um problema com o serviço dial up e lá está a oferta do serviço todo, "...mas não quer banda larga? Sabe que faz parte de uma zona clix? Quer mesmo continuar a pagar uma assinatura?..." "Bom, o que eu queria mesmo era resolver o problema e poder desligar, se não se importam..."

Ligo para a PT para saber os dados MB para pagar a factura e lá vem o operador... "quer o serviço de débito directo? Cómodo, fácil e seguro? Ai não? Então e um plano de preços, quer? Também não? Quem sabe um dos nossos telefones sem fios?"

Vou ao continente, numa sexta-feira ao final da tarde, com o hipermercado a abarrotar e filas enormes na caixa e o senhor da caixa lá diz a todos os clientes que passam: "Tem o nosso cartão de cliente? Quer aderir ao nosso cartão? Sabe as vantagens de que pode usufruir com o nosso cartão de cliente?" e 7 pessoas furiosas na fila... a ouvir aquilo cada vez que alguém avança... sabendo que quando chegar a nossa vez também irão perguntar. Digo-lhe logo, de forma simpática, que não tenho cartão e não quero cartão.

Estas entre tantas outras situações...

Mas será que os consumidores não são pessoas inteligentes? Será tão difícil acreditar que na era da publicidade os consumidores não estejam informados, nem que seja à força, pelo que têm que nos massacrar com estas sugestões? É assim tão difícil acreditar que um bom serviço é rápido e objectivo, e não um serviço em que nos chateiam com produtos que estamos fartos de ver em spots publicitários, televisivos, radiofónicos, em cartazes, etc, etc...

Tenho uma vaga ideia de este tipo de marketing ter sido ultrapassado nos anos 90, depois de ter sido explorado ao máximo pelo mundo empresarial dos EUA. Nós, consumidores, devíamos ser pro-activos em pedir, desde logo, à pessoa do outro lado, que não seja pro-activa. Talvez as empresas mudem de estratégia.

3/06/2007

Crónicas de Domingo

Passa um carro lá fora, hesita... depois avança. Outro, de seguida, desta vez em sentido contrário, como quase todos os que aqui passam. É mais fácil, não havendo polícia e com pouco trânsito. A chuva continua, desenfreada, a bater numa rua que não consegue acordar. Há muito que está morta. E as lágrimas de chuva furiosas de saudade insistem em bater. Há tanto tempo. Será que não sabe que sempre esteve morta? Um quase visitante entra (quem visita museus ao domingo de manhã?). Vai directo à entrada. "Pode abrir isto para eu ver a exposição?" "Claro, mas é necessário tirar bilhete..." "Ah, então não, obrigada. Porque é que é preciso pagar?" "Para sustentar o funcionamento do museu..." O óbvio fica no ar. É assim este país... O outro ontem chegou e disse que podia entrar de graça... porque era não-sei-quem e amigo de não-sei-quem. E pensamos... quem diz se pode somos nós, e não, não pode...É assim o comportamento deste país. Os ricos com a certeza que não têm que pagar e os pobres com a certeza que têm sempre que pagar. Os pensamentos voam novamente, a injustiça, o desânimo... Como a rua que está morta há tanto tempo e a chuva que não sabe.

3/01/2007

A ver...





Um bom filme. Simples. Sobre as montanhas russas do amor... e o chão firme do amor.

Autarca arguido

Uma das expressões censuradas durante o Estado Novo, na imprensa, era "autarca arguido". É curioso ver que agora, como diz muito bem o Ricardo Araújo Pereira na sua crónica "Boca do Inferno" numa das últimas edições da Visão, "autarca arguido" é quase um pleonasmo. Parece que depois de tanto tempo reprimida, a expressão ganhou vida e resolveu desatar a aparecer a torto e a direito nos jornais para vingar todos aqueles anos em que andou escondida...

2/23/2007

Djibuti





Para terem uma ideia da dimensão, tem cerca de um terço da área de Portugal.

Afar

Afar é o idioma falado pelo povo Afar, espalhado pela Etiópia, Eritreia, Djibuti e Somália (países situados no corno de África.


Algumas palavras:

abrir - fak

animal - aa'la

asno - okali

carregar o camelo - e-rr - *P

conspirar - Alaw

coração - af? `Adoo

frio - d/abah!ow -

verão - h!aagay -

Mais palavras Afar num post futuro....

2/21/2007

Select Recursos Humanos

Colegas da PT, vejam esta entrevista que encontrei no site da superemprego a Sónia Silva, chefe do departamento de RH da Select.

Sobre os colaboradores da Select ( e não são os que trabalham para a select, mas sim que recrutam para outras empresas, principalmente os call-centers, que são a sua área de especialidade) :

SE: Que tipo de benefícios / regalias a SELECT proporciona aos seus colaboradores?

SS: Para uma empresa em que "as pessoas estão sempre em primeiro lugar", consideramos que devemos conservar os melhores colaboradores através de condições de remuneração e regalias sociais ajustadas ao desempenho individual.

SE: O que considera que as empresas devem fazer para motivar os seus colaboradores, de forma a que os mesmos não procurem outras oportunidades?

SS:Tentar manter um equilíbrio na relação, isto é, oferecer funções com conteúdo estimulante e potencial de desenvolvimento, com autonomia de decisão e objectivos claros, e uma remuneração e um pacote de benefícios de acordo com o valor das suas competências.




Avarias

E pronto... depois de um dia de aniversário em cheio e de uma noite de carnaval em cheio descobri, no dia a seguir, enquanto vinha para coimbra, que a escrita inteligente do meu telemóvel (nokia) não reconhece a palavra avariou ..... ao tentar escrever avariou, ele apenas assume avarint. Ou seja, não "papá, vem ter comigo, o meu carro avariou" mas sim "papá, vem ter comigo, o meu carro avarint"....

2/17/2007

Piada Seca

O último homem na face da terra entra num bar. Olha o balcão, senta-se e diz:

-Bebida.... traz-me um empregado....



........


Um homem nu com um pato na cabeça entra num bar. Diz o empregado:

-Carl!!! O que te aconteceu?

O pato abana a cabeça e diz:

-Harris... nem vais acreditar no que me aconteceu..

Enxaqueca

O problema da enxaqueca é a forma como volta sempre que pensámos que estamos livres. É um engano, é preciso estar atento a forma de alívio que temos quando estamos sem enxaqueca. Por vezes sinto as ameaças, os primeiros sinais e tento aniquilá-los imediatamente com comprimidos... com alguns, e em dose dupla, as dores de facto diminuem e fingem que não estão lá. Silenciam-se.... Parece que passou, mas o alívio é só temporário e eu sei que o é. Porque a dor não está lá, mas o peso está.... o animal alojado no lado esquerdo do meu cérebro está adormecido mas inspira e expira nervosamente e esses movimentos são o suficiente para me lembrar. No dia seguinte quando acordo a enxaqueca está de novo lá, a ameaçar, tomo os comprimidos, fica adormecida. E no dia seguinte, o mesmo, e no outro...
Até que não tomo os comprimidos e me deixo levar pela dor do lado esquerdo que me destrói as capacidades, que se estende a todos os pontos da minha cabeça, que me tira a luz, o apetite, o raciocínio, a vontade... e passo a crise. Vou ao fundo da dor e algures nas horas próximas, ou dia... começo a renascer da dor. E só depois disso sinto o verdadeiro alívio, que não deixando de ser temporário, parece permanente e me acorda. O peso desaparece e o animal está de facto a hibernar.. até à próxima

2/16/2007

Vidas passadas

E o que diz a análise à minha vida passada?

Your past life diagnosis:
I don't know how you feel about it, but you were female in your last earthly incarnation.You were born somewhere in the territory of modern Central India around the year 1675. Your profession was that of a leader, major or captain.
Your brief psychological profile in your past life:Timid, constrained, quiet person. You had creative talents, which waited until this life to be liberated. Sometimes your environment considered you strange.
The lesson that your last past life brought to your present incarnation:Your main task is to make the world more beautiful. Physical and spiritual deserts are just waiting for your touch. Keep smiling!
Do you remember now?


NO, I DON'T.

2/13/2007

Breves

Às vezes penso em todos os grandes erros que fiz e como seria se não... Depois, num raro momento, ponho a música mais alto, e mais alto até deixar de ouvir os meus pensamentos. É a única situação em que ouço música alto.

2/07/2007

Promoção Portugal

Depois de apelar ao investimento chinês em Portugal exaltando a forte capacidade dos portugueses de serem explorados e nem ripostarem muito por isso, o Ministro da Economia, Manuel Pinho, já promoveu, junto da Europa do Norte, todas as vantagens do turismo em Portugal. Manuel Pinho salientou que, passsando férias em Portugal, os turistas nórdicos terão a oportunidade única de atirar lixo para o chão, quando e onde quiserem sem qualquer recriminação e sem serem vistos como uns "porcos". O ministro foi ainda mais longe ao promover o nosso país divulgando junto de vários políticos estrangeiros corruptos as vantagens de se ser corrupto em Portugal. Segundo o ministro: "há um vasto leque de oportunidades de corrupção, contando ainda com o bónus do apoio do povo e uma justiça bastante lenta". O ministro acrescentou, no final, que já deixámos a Europa para trás e continuamos a subir, prestes a atingir os níveis de países como o Brasil e, quiçá, alguns países africanos.

1/24/2007

Fechem os carros

A semana passada assisti a uma situação caricata. Às seis da tarde descia de carro a rua paralela aos arcos (rua que vai desde Universidade até à Rotunda do Papa) quando reparei que do lado esquerdo, onde estão os carros estacionados, estava um rapaz a tentar abrir as portas de todos os carros enquanto ia passando, descontraidamente, sem dar nas vistas (até porque demorei algum tempo a perceber o que é que ele estava a fazer quando abrandava ao pé das portas). Pois é, a oportunidade faz o ladrão. Fechem os carros.

1/19/2007

Referendo

"Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas",
"Se um católico aceitar a liberalização do aborto incorre na censura da excomunhão e não poderá ser reintegrado na comunidade cristã sem intervenção do bispo",
"Se votar no 'sim' ou se se abstiver, poderá estar também a cometer um pecado mortal gravíssimo. No referendo até as irmãs vão sair dos conventos porque senão também incorrem num pecado de omissão",


Por: Cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide

O fanatismo é a base da intolerância, que é, por sua vez, um dos trampolins para a crueldade, que, por sua vez, deveria ser o contrário de religião.
Não sejamos fanáticos. O voto pode ser baseado em valores ou em argumentos (ou nos dois, nos casos em que se conciliam) mas nunca na opressão ou no medo, muito menos no medo da condenação eterna.

1/12/2007

........

E os sinos tocaram incessantemente durante cinco minutos e durante cinco minutos só esse som metálico e cortante encheu a cidade vazia e molhada. Era Domingo de Manhã.


Coimbra, 7 de Janeiro de 2007

12/29/2006

Parquímetros

Hoje fui a Celas buscar um par de botas que tinha deixado no sapateiro. Deixei o carro no estacionamento em frente ao Mayflower e, obviamente, tive que pagar. Só precisava de 5 minutos e estava atrasada para o emprego. Dirigi-me ao parquímetro onde o mínimo a pagar são 0.20 €, e ,é claro, a máquina não dá trocos. Como só tinha 0.50 € lá foi a moeda. Outra vez, pela 2ª vez esta semana. Dá direito a uma hora, quando, passados 5 minutos, eu estava de volta. Então fui colocar novamente o ticket na máquina, para o que o próximo apressado que não tivesse trocos usasse o meu ticket, que, bem aproveitado, dava para 10 idas ao sapateiro. Isto tudo para pedir para, sempre que tiverem um ticket com um plafond de tempo, o deixarem no parquímetro. Se a máquina do café dá troco porque é que o parquímetro não há-de dar?

12/19/2006

Natal

Mesmo com consumismo desenfreado, mesmo que no meio da lista de prendas as pessoas se esqueçam do que significa o Natal, mesmo com uma decoração de Natal prematura com o único objectivo de induzir os consumidores a comprar, embalados pelo espírito natalício, mesmo com a ascensão suprema do Pai Natal, sr. Coca-Cola, a símbolo incontestável do Natal, mesmo com toda a gente a aproveitar para pedir dinheiro para todas as causas humanitárias... enquanto as pessoas aproveitarem esta quadra para sorrir e desejar feliz natal a todos com quantos se cruzam, enterradas em casacos e cachecóis e de cara vermelha (do frio da rua ou do aquecimento do centro comercial), se calhar continua a valer a pena, há-de haver a quem se faça bem ...

12/06/2006

Minesweeper

A vida é como um jogo de Minesweeper... as vezes, seguindo a lógica dos números não conseguimos perceber onde está a bomba naquelas ilhas isoladas, por desminar e sabemos que não há forma de saber e temos de arriscar. Ou arriscamos logo porque teremos, eventualmente, de voltar lá para terminar o jogo e assim não perdemos tempo a desminar o resto para depois perdermos ali, ou confiamos até ao fim e fazemos o resto do jogo para ver se conseguimos alguma pista para descobrir aquela bomba. E podemos descobrir e ganhar, ou não descobrir e perder o jogo, e tudo foi tempo perdido...

Se calhar devia parar de fazer analogias estúpidas...

Ainda os discursos

Em relação ao post anterior gostaria de agradecer a inspiração obtida no discurso do Ministro da Agricultura, cujo nome me passa ao lado (e, sinceramente, não justifica uma procura no google), na comemoração dos 100 anos da Casa do Douro, quando questionado pela jornalista sobre o que tinha a dizer relativamente ao facto da metade dos trabalhadores desta instituição (a metade paga pela própria Casa do Douro, sendo que a outra é paga pelo Ministério) não receber salários há vários meses. Uma vez que, obviamente, não me lembro exactamente da entrevista, vejamos como, se não foi, podia ter sido:

Jornalista: O que tem a dizer, nesta comemoração dos 100 anos da Casa do Douro, sobre o facto da metade dos trabalhadores desta instituição, não receber os seus salários há vários meses?

Ministro: Antes de mais quero dar os parabéns a Casa do Douro por este aniversário, é um símbolo, blá, blá, blá...

Jornalista: Sim, mas o que tem a dizer, nesta comemoração dos 100 anos da Casa do Douro, sobre o facto da metade dos trabalhadores desta instituição, não receber os seus salários há vários meses?

Ministério: Quero salientar o papel do governo no apoio que tem dado a esta instituição, blá, blá, blá...

Jornalista: Pois, mas o que tem a dizer, nesta comemoração dos 100 anos da Casa do Douro, sobre o facto da metade dos trabalhadores desta instituição, não receber os seus salários há vários meses?

Ministro: Vamos apresentar os projectos que temos que certamente irão contribuir para a maior visibilidade da Casa do Douro lá fora, apoiados pelo Governo, blá, blá ...

Jornalista: Pois, mas o que tem a dizer, nesta comemoração dos 100 anos da Casa do Douro, sobre o facto da metade dos trabalhadores desta instituição, não receber os seus salários há vários meses?

Ministro: Relativamente aos produtores que vendem os seus produtos à Casa do Douro estamos a actualizar os pagamentos anteriores.

Pois, e os ordenados...

Discuro político

Há frases ou expressões tiradas de discursos de políticos em situações excepcionais confrontados com situações incómodas para o seu partido/governo/autarquia e com jornalistas mais incómodos ainda; ou que foram ficando, de ouvido, não sabemos onde as ouvimos mas sabemos que se repetem... e que não dizem nada. Estas são algumas respostas que servem para tudo e que mostram a fraca criatividade dos nossos políticos no que toca a não responder.

Imaginemos, por exemplo, uma destas perguntas: o que fará o executivo relativamente as pessoas que ficaram desalojadas? /
Quais as medidas tomadas para que estas pessoas recebam os ordenados que têm em atraso? / Como vai ser feita a recuperação deste espaço?

Reposta: Teremos de agir dentro daquilo que são as competências da câmara/governo/ministério. E dentro dessas competências há, evidentemente mecanismos a accionar que partirão de uma acção do grupo responsável por esta área não dispensando, claro, um acompanhamento cuidado da nossa parte dentro daquilo que são as premissas fundamentais (numa homenagem ao nosso querido escalador – palavra inventada – Vitor Hugo Salgado) que prevêem os meios que temos preparados para estas situações.

Resposta: Partiremos da desburocratização do sistema para agilizar todo o processo, até porque todo o nosso trabalho até aqui tem sido feito nesse sentido, apesar de o anterior executivo (seja ele qual for) ter ignorado a necessidade de prosseguir este projecto. Como tal pegámos nas rédeas deste mesmo projecto e com certeza estará concluído brevemente, beneficiando a população em geral.

Também podemos usar estas frases separadamente e misturá-las, ou só as expressões. Resulta sempre.

11/18/2006

Livros

Dos últimos livros que li destacam-se alguns que gostaria de aconselhar:

"A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Záfon - dos ultimos que li foi o meu preferido. É um romance com dois protagonistas em que um segue o rasto do outro. Um rapaz apaixonado por um livro que vai desenterrar a história do seu autor e a vai revelando ao leitor enquanto vive ele próprio a sua história, às vezes parecida, mas com finais diferentes. O rapaz protagonista começa a remexer na vida de todos os que estiveram envolvidos com o autor do livro supostamente desaparecido. Passa-se em Barcelona durante o regime de Franco.

"A Papisa Joana" de Donna Woolfolk Cross - este livro baseia-se na lenda da Papisa Joana. Na Idade Média uma rapariga com capacidades acima da média ( além de uma magnífica inteligência ela teria o dom da rebeldia, irreverência e coragem) ascende através da educação no sistema clerical, fazendo-se passar por rapaz, única forma de ser reconhecida. Torna-se médica privada do Papa e acaba por ser eleita Papa até ao momento da morte, quando se descobre a verdade. A autora baseia-se na pouca informação que há sobre a existência desta Papisa mas, sobretudo, usa a não existência de informação sobre este período para justificar a sua existência. Muito interessante.

11/08/2006

Inspiração

Nem sempre tenho acesso à Internet e, como resultado disso, nem sempre quando tenho internet tenho inspiração. Claro que quando não internet tenho bastante inspiração (claro que para isso contribui o facto de ter mais inspiração quando estou a andar ou a recuperar de uma enxaqueca (sim, é isso, depois das crises de enxaqueca a minha criatividade aumenta 500 % , tudo fica claro e óbvio e fácil e ... claro). Então achei melhor ir vendo o que havia por aí e dizer o mínimo possível sobre o maior número de coisas possíveis...

Eleições Americanas - Bush começa a tremer, Donald Rumsfeld foi o bode expiatório, ou não fosse o Iraque o maior factor de descontentamento com a administração republicana de Bush. Aqui, nada de novo.

Saddam - Por falar em Iraque, o ex-ditador foi condenado à morte pelo tribunal ao qual nunca reconheceu legitimidade. Há qualquer coisa que me incomoda cada vez que leio isto. São aquelas ténues recordações de filmes, de episódios históricos em que pessoas foram condenadas por tribunais aos quais não reconheciam legitimidade. Mas trata-se de Saddam, o Mau. Certo? ... Talvez se o julgamento tivesse sido feito pelo Tribunal Penal Internacional esse incómodo desaparecesse. A forma de morte também é incómoda: a forca. Há qualquer coisa de regressivo. Mas deve ser só por não conseguir apoiar a pena de morte. Ponto.

Pombal - Pombal recupera da destruição das cheias, a cidade reorganiza-se, os prejudicados aguardam a vistoria dos prejuízos para começar a calcular: quanto perderam, quanto conseguem recuperar, quanto vai custar o recomeço. O que aconteceu no shopping é... assustador, inimaginável. Segundo o Pedro Pimpão, a cidade organiza-se para pedir apoio à Comissão Europeia, no www.sitiodopimpas.blogspot.com podem encontrar mais informação e fotos.

Coimbra - Um destes dias fui jantar à cantina do Hospital, para matar saudades, e peguei n'A Cabra. A reportagem principal era sobre as fotocópias. Coimbra como o centro da cópia ilegal. Confesso que nunca me passou pela cabeça fazer do acto recorrente de tirar fotocópias um assunto para reportagem, tal é a naturalidade com que todos praticamos esta ilegalidade. Claro que o debate se podia estender à questão da pirataria em geral. A naturalidade com que copiamos CD's, sacamos músicas, filmes e séries da net (quem não anda a acompanhar a III Série de "Lost"?). Mas isso agora não interessa. O que me chamou a atenção foi a declaração, ao jornal, do Prof. Carlos Reis da FLUC, a propósito de já ter encontrado reproduções de obras suas na sala de aula e que a seguir transcrevo " 'Já me deparei com cópias integrais de livros meus, em condições absolutamente escandalosas: em plena sala de aula' a indignaçaõ do professor..." Porque é que acham que os alunos tiram fotocópias em vez de comprarem os livros??? Porque não se podem dar ao luxo de comprar todos os livros da bibliografia das cadeiras do curso. Nem todos são filhos de professores da Universidade. Há quem viva no limite orçamentalpara manter um filho a estudar. Não é cliché. É verdade! Também tenho uma certa curiosidade em relação às "condições escandalosas" a que se refere. Será que as fotocópias não estavam encadernadas?

Britney Spears - vai-se divorciar. Enfim. Será que já está magra outra vez?

Elsa Raposo - depois da lua de mel com o seu 46461316463165879º amor, o sonho acabou. Para recuperar, Elsa vai de lua de mel com o seu 46461316463165880º amor. Confesso que acho que a senhora não é assim e que é tudo uma grande farsa, um grande imbróglio combinado entre as revistas e a Elsa. Ela faz "aquilo" e as vendas extra são repartidas entre ela e a revista. Perfeito, e no fim quem ganha são eles.

Floribela - Por favor, tirem aquilo do ar. Matem a galinha dos ovos de ouro. Por favor.

Tenho muito sono, como se deve perceber pelos três últimos assuntos.

P.S. Gostei de ver que Ivan Nunes voltou a escrever no A Praia.

10/23/2006

Grandes Portugueses

Jà votaram no Grande Português? O título dá acesso directo à página. O que acham desta iniciativa?

10/20/2006

Qualquer coisa de estranho

Há qualquer coisa de estranho na forma como protestamos e nas coisas contra as quais protestamos. Há qualquer coisa de estranho na forma como aceitamos que o governo nos afogue em impostos porque há uma crise quando os ordenados mensais dos gestores de empresas públicas chegam a valores que grande parte dos portugueses nunca conseguirá ganhar numa vida inteira, em como aceitamos um sistema nacional de saúde anedótico, principalmente quando comparado com os pares europeus, em como aceitamos uma educação paga a peso de ouro com o claro objectivo de desincentivar a formação de quadros superiores (sem alternativas viáveis como tem o sistema alemão), em como aceitamos que isto é benéfico para o país pois há licenciados a mais, entre outras coisas. Mas protestamos e movemos o que for preciso para os nossos filhos não frequentarem uma escola onde há uma mulher com HIV e uma criança, seu filho, também com HIV. Porque isto não é discriminação, é uma forma (lúcida, inteligente e informada, presumo que seja assim que essas pessoas vêm a sua forma de actuar) de proteger a saúde dos nossos filhos. Há qualquer coisa de estranho na forma como não protestamos contra o preço da gasolinha ou da electricidade (ou quando ouvimos que o aumento desta é culpa do consumidor), mas ficamos indignadíssimos com a ameaça de retirada das equipas portuguesas das competições internacionais devido ao caso "Mateus" (já agora, quem é esse?). Há qualquer coisa de estranho na forma como nos nossos locais de trabalho falamos (baixinho) mal do chefe, do salário, do horário, das condições de trabalho mas quando alguém protesta alto é a essa pessoa que atiramos o calhau em vez de nos revoltarmos. Há qualquer coisa de estranho..... ou será só ignorância?? Não sei bem.

10/09/2006

Blog

Visitem este blog, a ideia está hilariante:

http://cabelinhoapaulobento.blogspot.com/

10/05/2006

Odeceixe II

Aqui só se muda o suficiente para manter as coisas como estão...

Por exemplo a construção da variante para desviar o trânsito para a praia do centro da cidade..



















E depois de três km de vegetação chegamos a praia de Odeceixe... Onde o rio Seixo se desagua no mar e a extensão da areia entre mar, rio e rochas é imensa.




















Saudades...

Odeceixe


Já vos falei desta pequena vila (promovida a vila recentemente) e praia. Situada na costa vicentina logo após a fronteira entre o Alentejo (Baiona) e o Algarve...

Percebemos o sotaque algarvio na discussão, à mistura com palavras alemãs, estas mais calmas. Ás dez da manhã de um dia de setembro ainda está nublado, mas não está frio, nem calor, está bom.






Os restaurantes e as lojas de artesanato ainda estão fechadas. Abriu o mini-mercado e alguns cafés. A mulher discute com o marido, bem alto, sem medo de assustar os turistas, que são sobretudo alemães. É só uma pequena agitação para abanar a paz deste sítio. Calmo e bom, como o tempo.




No resto da vila só encontrei duas pessoas. Preparavam-se para ir para a pesca (desporto rei aqui). Paz, silêncio, ruas pequenas e casinhas de brincar. Algarve.

O passeio a pé mostra-me que podemos entrar por escadas e aparentes fundos de quintal. Não são privados, levam-nos sempre a outra rua. Encontro a igreja que, curiosamente (ou talvez não, dado a geografia) não é no centro da vila, mas no meio de uma rua como todas as outras.

Também encontro a sede do PCP, mais com ar de ideologia do que de Partido e a única aqui...




Finalmente o moinho, símbolo de Odeceixe, rodeado pela magnífica imagem de campos cultivados e floresta.. protegidos.

8/15/2006

Líbano

Não consigo deixar de tentar reduzir todas as situações complexas ao equivalente básico do dia a dia. Acontece bastante com os conflitos internacionais. Não porque as soluções sejam tão simples como o aperto de mão, nunca o são, mas esta redução tem as suas vantagens: descartamos de imediato algumas vias e aprendemos noutros aspectos. Por exemplo nas reacções. É por isso que fazendo a redução do conflito Israelo- Hezbollahiano me parece tão... pouco diplomático... o que a seguir transcrevo:

"O líder do Hezbollah reclamou hoje uma “vitória estratégica e histórica” da resistência libanesa na guerra contra Israel e afirmou que este “não é o momento certo” para discutir o desarmamento do movimento."

in Público on-line, 15/08/2006

8/14/2006

Coisas que se aprendem num call center

Espanhol, que é espanhol, mesmo num país estrangeiro só fala espanhol!! Jamais se digna a ouvir uma palavra no mais básico e semelhante português.

Não pense que é a pessoa que atende que lhe vai reparar a linha a casa. A pessoa não vai a sua casa.

Acredite no que o operador lhe diz. Ele não tem interesse nenhum em enganá-lo, você depois vai reclamar com ele mesmo. E se a notícia é má, não grite. Ele preferia dizer o que você queria ouvir, mas estaria a mentir.

Ligue para lá durante a noite e conte anedotas, os operadores agradecem.







Com a colaboraçao dos divertidos colegas Rafael Videira e Alexandre Gonçalves

Coisas que se aprendem num call center

Há pessoas muito estranhas com diferentes pancadas ... mas todas ligam para call centers.

A arrogância é inversamente proporcional a inteligência.

Há dois tipos de pessoas que normalmente são detestáveis: os muito pobres que querem ser muito ricos e os muito ricos que querem que todos saibam que são muito ricos.

A exigência aumenta de forma proporcional à dívida (o tom de voz costuma acompanhar estes 2 elementos).

Não gritem com o operador. O problema não é dele, é vosso. Quanto mais gritarem menos resolvem.

To be continued...

7/01/2006

Nós por lá - A Família que queria mudar o telhado -Parte II

Depois da primeira parte da saga da família que queria mudar o telhado, depois da feroz luta contra o Monstro Burocrático e sua capataz Colores no Labirinto da Câmara Municipal do Ponval, eis que a família que quer ainda mudar o telhado volta para enfrentar o temível Empreiteirostein e seus fiéis seguidores, ladrilhostein, pintorstein e serralherostein... A sua arma é...a Demora. Com esta arma eles tentarão ao máximo impedir esta família de chegar ao seu objectivo: voltar para a casa da qual saíram para mudar o telhado. Após enfrentarem primeiro o nosso conhecido Empreiteirostein e passarem a primeira fase do objectivo eis que aparece o ladrilheirostein com uma Demora ainda maior que a de seu chefe. Mas enquanto defrontam este novo inimigo o Empreiteirostein aplica um golpe profundo... usa outra das suas poderosas armas: o Inacabado. Com munições semelhantes a colunas para varandas de casas, esta arma vem completar a já de si mortífera Demora.
Em breve, mais notícias desta saga da família que queria mudar o telhado...

Mundial

Merecemos, indubitavelmente os Parabéns (com P maiúsculo). Todas as nossas vitórias foram merecidas, e bem suadas. E o Figo continua lá, como a trave mestra. E o Pauleta continua lá, mas ninguém o vê. De qualquer forma o importante é que, sendo só futebol, é mundial, e estamos lá, entre os melhores.

6/20/2006

Curiosidade

Nas monarquias tradicionais o cargo do chefe do executivo (actualmente chamada Primeiro-Ministro) chegou a ter o nome de: Escrivão da Puridade.

Outro nome interessante que também foi atribuído a este cargo foi de: Ministro Assistente do Despacho.

6/06/2006

Portugal

E por falar em Portugal, nada como apreciar este mês de Junho para interiorizar o verdadeiro espírito de ser português. Além dos nossos queridos Santos Populares, com a respectiva sardinha, vinho e bailarico, temos a Selecção a prometer mais algumas emoções e ainda os fogos, espectáculo tipicamente estival português!!
Ainda a ajudar a construir esta tão querida identidade nacional temos os foguetes das respectivas festas populares, em altura de risco máximo de incêndios (e proibição de fogo de artifício). Por exemplo, no concelho de Pombal, no Domingo, tínhamos no lado norte a sirene dos carros de bombeiros e no lado sul o barulho dos foguetes a rebentarem em pleno pico do calor.

Só para comentar

É bom ver que Pombal prospera com novos centros comerciais enquanto a parte comercial velha da cidade definha cada dia que passa. Espero que os trinta (nº fictício) novos empregos precários com salários mínimos compensem os trinta comerciantes que vão à falência. Uma falência lenta, começada já algum tempo e agora acelerada pelo "progresso" (Portugal e a sua mentalidade). Os comerciantes e seus empregados de longa data. Ainda bem que sabemos valorizar o que é nosso.


Também é bom ver que Coimbra tem capacidade para construir tantos e tão bons acessos a mais um símbolo do progresso, o Fórum (completamente indispensável, note-se). É pena que os acessos ao Hospital dos Covões estejam naquele estado miserável que todos sabemos. Acho que os doentes urgentes da parte a sul de Coimbra agradecem a existência de um Centro Comercial. E os seus familiares que os visitam também. É bom ver que há prioridades.

A ideologia é só mesmo ideologia, falaciosa, idílica, teórica. Ás vezes essa verdade cresce à nossa vista.

Por vezes gostaria de ter uma conversinha com o gajo, o afonso, que nos tirou aos espanhóis.


Valha a selecção para tapar os olhos.

5/17/2006

Gelados

Um destes dias... (hoje mais precisamente) estava a queixar-me do meu odioso e inacreditável trabalho, a um amigo, e ele sugeriu que pensasse sempre em algo bom. A minha mente, imediatamente, respondeu ao apelo e surgiu-me no pensamento: Gelado!!! Um grande e saboroso gelado. E percebi a imporância dos gelados na nossa vida.

4/23/2006

Dicionário

Contumaz: reincidente, repetitivo.

3/29/2006

Traição

É curioso quando a não traição é um medo do desconhecido, tal como a traição é exploração. Tudo se resume ao carácter que se aplica a tudo na vida.

Inspirado por Paulo Aroso.
Vá, pessoal, faltam 24 pessoas para chegar aos 2000!!!

Pensamentos

Percebo agora claramente que é preciso deixar para trás tudo o que achamos que nos pode fazer felizes para nos sentirmos, pelo menos, preparados para isso. Percebo agora que tudo o que nos faz felizes também pesa, e muito. Por vezes o peso pode-se tornar tão insuportável que é necessário atirar tudo ao ar e começar de novo.
Mas há o tempo para isso. E as memórias, leves, mas largas.

"As lembranças são como livros escondidos no pó".. Luis Represas, SAPE, 200 e qualquer coisa. Winamp. Pelas 19 e qualquer coisa

3/05/2006

Enxaqueca

Por vezes começa de repente... ou quase. Quando me deito estou bem e, passadas algumas horas acordo atormentada pelo peso e pela dor. Todo o lado esquerdo estremece e sucumbe à dor. A imobilidade e a agua fria são o unico alivio. Depois vêm as vertigens e os vómitos... Outras vezes está simplesmente lá, durante vários dias.. a ameaçar, a moer, desaparece por algumas horas, combatida pelas combinações de paracetamol e codeína que ingiro, umas após as outras... E volta, e dança sobre o lado esquerdo do meu cérebro e começa a atingir todo o meu corpo. E a luz torna-se mais forte e todos os sons mais altos... e até os comprimidos mais fortes se tornam eficazes. Tento não me mexer, qualquer movimento brusco acorda esse bicho que me atormenta e me destrói mais um pouco, de semana a semana, por vezes de duas em duas. Por vezes passo horas e horas a segui-la e a personificá-la mentalmente. Conheço as suas manias. Começa na base do crânio, do lado esquerdo (por vezes consigo evitá-la com massagens...não evitá-la...atrasá-la). Depois irradia para todo o lado esquerdo. À medida que a tento aliviar com as toalhas de água fria, os comprimidos e as massagens começa a concentrar-se na têmpora esquerda.. com um menor raio de acção mas forte, cada vez mais forte. Como um martelo que me pressiona a cabeça e me esmaga. Mói e incapacita-me... e nada a cura. Todos os tratamentos falham... desde os que são recomendados pelo neurologista, feitos com medicamentos até ás medicinas alternativas. Também não há forma de evitar pois tudo a pode causar: comer muito, comer pouco, comer batatas fritas, chocolate, queijo, enchidos, todo o tipo de fritos, dormir pouco, dormir muito, andar de saltos altos, agarrar em pesos, almoçar e ficar sentado a seguir, qualquer alteração de rotina.. Ou simplesmente por nada.

2/20/2006

Concurso Diplomático

Alguns dias antes da notícia do corte de pessoal nas embaixadas portuguesas, dada por Freitas do Amaral, abriu um novo concurso diplomático com 20 vagas para adido de embaixada. Neste concurso livre e acessível a qualquer cidadão são estes os custos só para ser admitido:

Certidão de nascimento: €15
Copia autenticada do Certificado de habilitaçoes: €12
Duas fotos tipo passe: €3 a €5
Formulários: €0.28
CTT: €0.50

Total: 32.78


Depois há 5 provas escritas, em Lisboa. Para quem é de Coimbra, só em cada viagem gasta pelo menos € 30. O que dá €150 só em provas escritas.... Mais teste psicológico e entrevista profissional....

Sem mais comentários

2/12/2006

Eu

Eu, a autora do blog...

Curioso...

Não vale a pena falar de tudo o que se seguiu à publicação dos cartoons... Todos sabemos (assim espero) que há quem os condene por desrespeitaram uma crença religiosa, há quem os veja como uma aquilo que para mim realmente são: CARTOONS!!! Acima de tudo esperemos que toda a gente tenha consciencia de que as manifestações no mundo muçulmano são resultado de mais uma demonstração de poder dos habituais grupos radicais islâmicos, já para não falar dos governos. Mas curioso é que no meio desta polémica o Vaticano tenha condenado a recente abertura do Santuário de Fátima a outros cultos religiosos, optando por alterar o estatuto deste. O Santuário é gerido de forma independente do vaticano, isto é, depende apenas do Bispo e de um reitor nomeado. Este último é quem decide as linhas orientadoras do Santuário, tendo recebido o Dalai-Lama em 2001 e aberto o espaço a um congresso ecuménico sobre os varios santuários nas várias religiões, além de ter permitido a visita de um grupo de hindus. Bento XVI não gostou. Assim, segundo as alterações impostas pelo Vaticano haverá um delegado de Roma permanentemente no conselho de administração, com a missão da "vigilância teológica". A intolerância para com outros cultos religiosos sempre me pareceu incompreensivelmente contra qualquer base ideológica de qualquer religião, e , mais ou menos vincada, agora ou noutro ponto da História é igualmente condenável e perigosa.


Quanto há falta de coragem do nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros de assumir uma posição clara contra as manifestações e a violência islâmicas não há muito a dizer. Gostava apenas de saber se foi uma tentativa ridícula de se afastar de anteriores posições de anteriores governos ao lado de uma aliança supostamente representativa de tudo o que é Mcocidental, Mccapitalista e Mctirano. Ou vamos começar a pedir desculpa por sermos ocidentais, laicos e defendermos a liberdade?

1/29/2006

Harry Cavaco Potter

Portugal sempre me pareceu um terreno fértil para panaceias milagrosas; bruxas com poções do amor para pôr na sopa do outro; cartomantes que cobram 10 euros por consulta (não me perguntem como é que eu sei) e, milagrosamente, conseguem falhar tudo o que dizem; heróis instantâneos como Sopa d'avó; salvadores imortais, vindos de batalhas perdidas na história (quando na verdade só tivemos um.... o Afonso); esperanças de sucesso fáceis, como o Euromilhões (como se de sucesso se tratasse). E, afundado em crise, agarra-se à figura paternal, qual criança com medo, procurando a segurança do adulto que sabe saber mais do que ela. E acha que ele, o pai, evitará todos os furacões e tempestades, porque lhe surrurra: "eu estou aqui". Porque sabe que ele sabe, e a ignorância é uma benção. E esta mania portuguesa de procurar no senhor doutor todas as respostas reflecte-se mais uma vez nestas eleições. Votei no Cavaco Silva, votei porque o admiro principalmente enquanto homem e porque nas presidenciais é no homem que voto. Mas não esperemos que ele nos salve com a varinha mágica, porque não o fará. Ele pode vetar, pode influenciar, pode fazer aumentar o tal indice de confiança que tanto afecta o consumo e, por consequinte, a economia. Mas não vai legislar. Isto tudo só para dizer que o suster da respiração ante a expectativa do acto do salvador é demasiado pesado e evidente. O realismo nunca foi o nosso forte, e todo o peso, mesmo o abstracto, nos impede de mexer.

Estudando com eles... engenheiros.

Nos apontamentos de "mecânica aplicada", curso de Engenharia Mecânica da FCTUC:

"Ponto de interesse: ponto onde o movimento é particularmente interessante"


Sempre me disseram que a mecânica se aplica a tudo... e, sim, parece-me que em qualquer ponto de interesse o movimento é interessante.

Everything is thermodinamics, with your girlfriend is thermodinamics.

Pena que os professores tentem destruir a base da construção de todos os dicionários.

1/09/2006

Depois de esvaziar a casa... sou eu que me sinto vazia, mais do que a casa. Ficou uma mesa com restos de curriculos... Razão do vazio.

12/30/2005

2005

Começou com muitos planos, com muitas contas, ao que ia ganhar, quanto ia precisar. Começou com um novo emprego, no dia 2 de janeiro e com a preparação da continuação dos estudos. Passado cinco dias demiti-me, foi um dos dias mais felizes do ano (como posso agora constatar). E agora que chego ao fim, constato que absolutamente nada do que planeei ou sequer pensei se concretizou... Outras coisas aconteceram.
Para 2006 o meu único plano é comer menos chocolates... mas acho que nem esse vou concretizar.


À falta de melhor vou incluir o casamento da Marta nos meus planos... pode contar para mim, certo?

Evil

Seguindo Ivan, o teguível, fiz também o teste de maldade. Curioso que ao ivan tenha dado You are angelic e a mim tenha dado o resultado abaixo


"You are Evil

AHHHHH! You are one creepy soul. You always do what is not right in a situatio e believe you are meant to take revenge on this society. On the bright side you can turn back, and it can get worse."

Quem quiser fazer o teste, basta clicar no título.

Testes estúpidos, nunca acreditei nestes testes, claro.

12/18/2005

Vigo

Vigo tem cerca de quatrocentos mil habitantes e situa-se na provincia de Ponteviedra, na Galiza. É a maior cidade da Galiza. Consta que os primeiros habitantes a ter uma sociedade organizada foram os Celtas, como demonstram as várias ruínas de Castros pela cidade. Os Castros são pequenas casas, redondas, feitas de pedra, com cerca de meio metro entre si para a circulação de pessoas. Nestas "aldeias" há sempre um castro maior, que era o do chefe. Neste momento estão a ser realizadas escavações em possíveis aldeias romanas, junto à praia. Maior parte dos castros situam-se junto ao Castro principal (que nada tem a ver com os outros)... o forte que domina a cidade, rodeado de um parque verde protegido.
O município de Vigo era o mais pequeno da zona, no entanto foi-se alargando à volta da Ria de Vigo, absorvendo todos os outros, daí as dimensões desta cidade.
Além do centro da cidade, para quem gosta de grandes avenidas e de fazer compras, há as praias, onde a água é transparente e calma, graças às ilhas que protegem a baía do mar, há as ilhas para visitar, há Canones de León, um palácio-museu onde o Rei ainda fica hospedado e os vários parques verdes da cidade. Um bocadinho mais longe fica Combarro, uma aldeia de pescadores, quase em miniatura, que se mantém tradicional.
Para quem quer sair à noite, Vigo é muito segura e encontra-se gente de todas as idades, mas melhor mesmo é o Bar 20th Century, situado entre a rua Urzaiz e o porto. Um bar com todos os acessórios que contam a história da América. Lindo, charmoso e.... meninas... com os rapazes mais lindos do mundo.
Recomenda-se...

12/15/2005

Da Galiza (Vigo)

Em directo do escritorio de Juan Cruces, o melhor advogado (e melhor anfitriáo, sem dúvida)da Galiza:

Meus amigos, está comprovado: estamos a ser roubados no nosso próprio país... as coisas náo só sáo mais baratas como sáo MAIORES, è verdade, as embalagens trazem o dobro da quantidade!!!! Exemplo: creme hidratante Nìvea em Portugal: 250 ml custam 5.50 euros.... aqui 400 ml + 220 ml, custam 4.45 euros. Que injustiça. Até já os vejo como pessoas simpáticas e civilizadas!!!!!!! Já para náo falar nos horários de trabalho, se é que se pode chamar assim. Sim, eles vivem realmente nas horas de almoço que váo de 2 a 4 horas. Claro que no perìodo da manhá, apòs entrarem cedìssimo lá para as 9.30, 10.. âs 11 horas os cafes enchem porque eles fazem uma PAUSA para café e churros. Viva a Galiza!!!

Agora só falta eu descobrir o caminho de volta para Portugal... é que no bloco só tinha as indicaçóes para cá.


P.S. Desculpem os acentos mas o teclado náo permite mais

12/12/2005

Esclarecimento

Quando falava em anexação, referia-me a anexar a mim à Espanha, descancem os patrióticos. Anexar os ordenados deles a minha conta bancária, etc, etc

Galiza

Pois é pessoal, roam-se de inveja. Eu estou de férias e vou até à Galiza visitar os meus vizinhos preferidos....os Espanhóis. E claro, negociar uns acordos de anexação. Bom, rezem para que eles não me convençam a ficar... o que não é difícil. O depósito do Fiesta está cheio e o bloco de notas com o caminho está na carteira. Mandarei notícias de lá, principalmente sobre os preços... Fiquem bem

12/10/2005

Coisas que se ouvem

E dizia um senhor que não pagava as facturas há seis meses, enquanto reclamava a retirada do serviço: "E eu lá tenho culpa que vocês emitam facturas todos os meses? Eu pago quando posso, não é quando vocês querem..."

No comments

12/09/2005

Mentiras

Como toda a gente, detesto que me mintam. Mas detesto ainda mais quando nem me tentam mentir. A mentira, quando não deriva de uma iniciativa maldosa com o intuito de prejudicar o outro, o esforço mental que invoca para esconder algo de outra pessoa implica necessariamente a preocupação com essa outra pessoa e a tentativa de manutenção da boa relação com esta, isto é, há substância para defender. Por outro lado,a inexistência do acto de mentir mostra a indiferença para com o próximo.

12/04/2005

O Desespero da Piedade

"...

Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram
E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução
Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram
E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza.

Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos
Quem em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão
E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão
Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão...

...

Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes
Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.

..."

Vinicius de Moraes

11/27/2005

Abraços

Sempre os tive, adoro-os. E quando deixo de ter de alguém, todos os braços a minha volta se estendem, para compensar. Não conseguiria viver sem eles.


Também os pilares da minha rua, da minha casa (casa como família, que para mim é a grande), e nos últimos anos, os pilares da casa verde (todos eles com nomes, sxs, m., jb., sxl, sem qualquer ordem e de cores e materias muito diferentes)me sustentaram, e como o que foi, permanece, me sustentam.

E o humor, também ele, esteve sempre presente, aberto na primeira, subtil e inteligentíssiiiiimmmmmmo na segunda. Também ele me construiu.

Do blog do Paulo

Desculpa Paulo, mas tenho de fazer das tuas (deles), minhas palavras... Vi e imediatamente adoptei, como se o tivesse pensado.

Um dia pretendo tentar descobrir
Porque é mais forte quem sabe mentir
Não quero lembrar que eu minto também


Obrigada

11/24/2005

Livros

Ficou lá... quando o quiseres...

Nós por lá

"Nós só queremos mudar o telhado", a saga da família que... só queria mudar o telhado, continua... a mesma família, a mesma Colores, o mesmo (ainda) telhado...Neste episódio Colores, o fiel capataz do monstro burocrático, usa os seus poderes e destrói... irremediavelmente a autorização para mudar o telhado. Após meses de espera da autorização para mudar o telhado, a família que queria mudar o telhado dirigiu-se ao forte do monstro. De armas em punho, tementes mas decididos invadiram o castelo e pediram a autorização para mudar o telhado. Após uma luta feroz com os dragões da entrada chegaram ao interior do forte e, batendo três vezes com o cajado no chão, pediram autorização para falar: "Somos a família que só quer mudar o telhado! E viemos buscar a autorização para mudar o telhado!" Dos confins das frias paredes de granito, uma voz responde "Falta um papel!", "Mas não nos enviaram nada a pedi-lo!! Porque é que não avisaram?" responde a família que só quer mudar o telhado. "Mas ele foi enviado!" diz a voz do M.B. "Foi pedido a Colores que o enviasse!!!"..... A família que só queria mudar o telhado entreolhou-se... enquanto isso, semi-escondido na penumbra, por detrás dos grossos pilares, o capataz Colores limpava dos cantos da boca os últimos fragmentos do que em tempos tinha sido uma quase autorização para mudar o telhado......

Horóscopo

E dizia o meu horóscopo semanal:

"Semana em que estará tensa e tende a precipitar-se, estragando situações que poderiam ser resolvidas com calma e tolerância. Os conflitos e mal-entendidos poderão levar a rupturas evitáveis. Tenha calma."

O problema é que eu só vejo o horóscopo depois...

11/19/2005

ponto final

Só para completar o meu último post:


.


Sempre gostei de cumprir as regras da pontuação.

Pobreza

Sempre me esforcei por distinguir a pobreza de espírito da pobreza económica, sendo a segunda (mesmo com a Crise - sim merece uma maiúscula ) mais fácil de combater. Mas por vezes, muitas vezes, andam juntas, porque, quando isso acontece, a primeira torna a segunda mais evidente, e, pior, prolonga-a. E as duas se podem medir numa evidência material, a segunda por razões óbvias e sempre aplicáveis e a primeira, apenas por vezes. Vejamos um exemplo mais recorrente: viver numa barraca, sem luz ou água, mas poder ligar aos amigos de um telemóvel de última geração. Ou vários, à medida que vão passando de moda... os amigos até podem ter água e luz, mas terem um reles telemóvel sem câmera... E será na sua casa que falarão do telemóvel do outro... antes ou depois do banho quente e de apagarem a luz. E será na barraca que o outro apreciará o telemóvel, entre os pingos que caiem das chapas que fazem a vez do telhado.
Isto tudo por uma razão: a maior àrvore de Natal da Europa!! Mais uma vez, Portugal, se esforça por mostrar ao mundo inteiro como é pequeno e ridículo, como a pobreza de espírito se apoderou do país como sanguessuga, que não faz doer, mas tira o sangue. E faz questão de mostrar essa pequenez iluminada com luzes de Natal. E estarão os nossos amigos europeus interessados na maior árvore de Natal (quem sabe invejosos....) ? Talvez pensem nisso, do alto do conforto dos seus ordenados mínimos e do seu nível de vida... talvez olhem o bobo que tem as calças rotas mas se julga o maior, porque tem um chapéu alto...


P.S. Lembrei-me agora que a alegoria dos telemóveis se aplica na perfeição... afinal temos quase tantos telemóveis como habitantes... já para não falar do dinheiro que gastamos com o Euromilhões. Acho que vou parar por aqui, começo a sentir sintomas preocupantes de espanholismo

....

O meu pânico cresce, à medida que a minha ambição se desvanece... e vejo que a felicidade não pesa, antes nos eleva.

11/04/2005

Piada seca

Marquês de Pombal para os seus súbditos:

"O que este país precisa é de um grande abanão!"

Coisas que me intrigam

Que tipo de anomalia neurológica é responsável pelos tiques expressivos (demasiado) da correspondente da RTP I nos MTV Awards, no local da conferência de imprensa?

Porque é que no filme "O Crime do Padre Amaro", quase todos cometem crimes, menos o Padre Amaro?

O que é que o actor Nuno Melo tem permanentemente na boca que o faz falar daquela forma estranha?

Crónicas de (uma) vida vulgar

Foi, talvez, por não ver a minha avó há alguns anos (ela emigrou para Toronto, já depois dos 70 anos), que fiquei atónitacom a pessoa incrivel que esta mulher de 80 anos é. Mesmo tendo passado a minha infância e a minha adolescência junto dela, só depois de lhe sentir a falta percebi a força da sua existência. Esta mulher nasceu muito abaixo do limiar da pobreza e muito acima do limiar da intelegência comum. Ela construiu casas, enquanto adolescente, descobrindo como tornar os materiais mais resistentes e aproveitando espaços, ela construiu portas numa terra onde ninguém as tinha. Teria sido uma grande engenheira... (ou uma grande economista). Foi uma grande agricultora, que antes dos vinte anos convenceu o pai a investir em grandes terrenos (e lhe explicou como fazer)e usou a sua sabedoria para os fazer render com plantações. Esteve na Alemanha, mas foi em Portugal que criou os seus oito filhos, sozinha. Sempre tomou decisões difíceis com uma força que não admitia contradições e de forma lúcida. Nestes últimos anos surpreendeu todos quando anunciou a sua decisão de ir para o Canadá viver, com alguns dos filhos. Agora, revelou-nos o que afinal foi uma estratégia brilhante que alterou várias vidas à sua volta, e voltou, de novo para completar a missão que diz ter. Tudo planeado de forma metódica. E cada palavra sua é escutada com toda a atenção, sem interrupções.. está mais lúcida do que qualquer pessoa que eu conheça. O auge foi quando explicou como descobriu que podia ganhar dinheiro com as transacções euros para dólares, consoante a cotação (esta mulher não sabe ler nem escrever). E continua incrivelmente humilde, com uma fé quase lógica, quando por ela explicada, e incrivelmente inteligente. Não podia deixar de fazer esta homenagem. Ela fez-me ver onde estão realmente as pessoas Incríveis...